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EUA impõem tarifa antidumping de 93,5% sobre grafite importado da China

EUA impõem tarifas de 93,5% sobre grafite chinês, elevando custos e acirrando tensões na indústria de veículos elétricos.

Somadas às tarifas já existentes, a alíquota deve chegar a cerca de 160% (Foto: James Akena/Reuters)
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  • O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou tarifas antidumping preliminares de 93,5% sobre importações de grafite da China.
  • Essa decisão, baseada em alegações de subsídios injustos, eleva o custo total das tarifas para cerca de 160%.
  • O aumento das tarifas pode adicionar aproximadamente US$ 7 por quilowatt-hora em células de baterias de veículos elétricos.
  • Empresas do setor, como Tesla e Panasonic, criticaram a medida, afirmando que a indústria americana não está pronta para suprir a demanda por grafite.
  • As ações de empresas de grafite, como Syrah Resources e Posco Future M, tiveram alta significativa após o anúncio. A decisão final sobre as tarifas será divulgada até 5 de dezembro de 2025.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou tarifas antidumping preliminares de 93,5% sobre as importações de grafite da China, um material crucial para a fabricação de baterias de veículos elétricos. Essa decisão, que se baseia na alegação de subsídios injustos concedidos pelo governo chinês, eleva o custo total das tarifas para cerca de 160%, conforme informações da American Active Anode Material Producers.

A nova taxa representa um custo adicional estimado em US$ 7 por quilowatt-hora para uma célula de bateria de veículo elétrico médio, segundo Sam Adham, especialista em materiais de bateria da consultoria CRU Group. A investigação sobre as práticas antidumping foi solicitada por uma associação comercial americana em dezembro do ano passado, refletindo preocupações com a dependência do grafite chinês.

Impacto na Indústria

As tarifas aumentam as tensões na cadeia global de suprimentos de veículos elétricos, que já enfrenta restrições de exportação de minerais e tecnologia pela China. O grafite, utilizado principalmente na fabricação dos ânodos das baterias, é considerado um dos materiais mais vulneráveis a riscos de fornecimento, de acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE). Em 2024, os EUA importaram cerca de 180 mil toneladas métricas de grafite, com aproximadamente dois terços provenientes da China.

Empresas como Tesla e Panasonic se manifestaram contra as tarifas, argumentando que a indústria americana ainda não está preparada para atender à demanda por grafite com qualidade e volume adequados. A AIE prevê que o grafite continuará sendo o material predominante para ânodos em baterias de íons de lítio até 2030, quando o silício deve começar a ganhar espaço.

Reações do Mercado

Após o anúncio das tarifas, as ações de empresas do setor de grafite dispararam. A australiana Syrah Resources viu suas ações subirem 38%, enquanto a sul-coreana Posco Future M avançou 24%. A Novonix, com uma planta de produção no Tennessee, valorizou 21%. A expectativa é que a decisão final sobre as tarifas seja divulgada até 5 de dezembro de 2025.

O aumento das tarifas é parte dos esforços dos EUA para reduzir a dependência de componentes chineses na produção de veículos elétricos. A Lei de Redução da Inflação (IRA) tem incentivado montadoras a buscar alternativas fora do mercado chinês, gerando otimismo entre investidores e forçando a indústria americana a encontrar novos fornecedores.

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