- Exportadores brasileiros pedem adiamento da sobretarifa de 50% dos Estados Unidos, que começará em 1º de agosto.
- A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, pode afetar negócios fechados, especialmente no setor de cargas perecíveis.
- Em videoconferência no dia 17 de julho, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ouviu representantes de diversos setores.
- Os exportadores sugerem que a tarifa considere a data de emissão da Bill of Lading, evitando perdas em contratos já acordados.
- Estima-se que cerca de 30 mil toneladas de mercadorias, avaliadas entre US$ 150 milhões e US$ 160 milhões, estão em risco devido à nova alíquota.
BRASÍLIA – Exportadores brasileiros estão pressionando o governo para negociar um adiamento da sobretarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, que deve entrar em vigor em 1º de agosto. A medida, anunciada pelo presidente Donald Trump, pode impactar severamente negócios já fechados, especialmente no setor de cargas perecíveis.
Durante uma videoconferência realizada na manhã de 17 de agosto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ouviu representantes de diversos setores, incluindo aeronaves, carne bovina e suco de laranja. Os exportadores temem que produtos já embarcados sejam rejeitados ao chegarem aos EUA devido à nova alíquota.
A proposta dos exportadores é que a aplicação da tarifa considere a data de emissão da Bill of Lading, permitindo que contratos já acordados sejam cumpridos sem perdas. Estima-se que cerca de 30 mil toneladas de mercadorias, avaliadas entre US$ 150 milhões e US$ 160 milhões, estão atualmente em risco, paradas em portos ou em alto-mar.
Urgência nas Negociações
Os empresários destacam a urgência de uma solução, já que a postergação da tarifa poderia evitar a transformação de produtos em estoques indesejados. Alckmin reconheceu a pressão por um adiamento, mas ressaltou que a prioridade do governo é a negociação contínua com os EUA.
Além do prazo, os exportadores pedem cautela nas reações do governo às ações americanas. A expectativa é que, se não houver um adiamento, a alíquota de 50% seja aplicada apenas a produtos com Bill of Lading emitidas após a data limite, garantindo assim a continuidade das operações comerciais já iniciadas.
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