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Goldman reduz preço-alvo da Hapvida devido ao aumento de doenças respiratórias

Hapvida enfrenta aumento na sinistralidade e perda de beneficiários, enquanto Goldman Sachs reduz previsão para ações da operadora.

Operadora de saúde com modelo verticalizado deve registrar piora na sinistralidade no segundo trimestre, segundo analistas do Goldman - (Foto: Divulgação/Hapvida)
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  • A Hapvida enfrenta desafios com o aumento da demanda por atendimentos devido a uma nova onda de doenças respiratórias no Brasil.
  • O Goldman Sachs reduziu o preço-alvo das ações da operadora em 6%, para R$ 59, em função da expectativa de elevação na taxa de sinistralidade.
  • A nova variante do vírus da covid-19, chamada XFG, está em circulação em cidades como o Rio de Janeiro, aumentando os casos de infecções respiratórias.
  • A taxa de sinistralidade deve subir para 71,4% no segundo trimestre de 2025, um aumento de 270 pontos-base em relação ao ano anterior.
  • A Hapvida também prevê a perda de 31 mil beneficiários no segundo trimestre, após uma queda de 54,8 mil no primeiro, e o lucro líquido ajustado para 2025 é estimado em R$ 1,827 bilhão.

A Hapvida, operadora de saúde, enfrenta novos desafios em meio a uma onda de doenças respiratórias que aumentou a demanda por atendimentos no Brasil. O Goldman Sachs revisou suas projeções, reduzindo o preço-alvo das ações da empresa em 6%, para R$ 59, devido à expectativa de elevação na taxa de sinistralidade.

A nova variante do vírus da covid-19, identificada como XFG, está circulando em cidades como o Rio de Janeiro, contribuindo para o aumento de casos de infecções respiratórias. Apesar da situação, as autoridades de saúde afirmam que não há sinais de gravidade ou impacto na eficácia das vacinas. O aumento na demanda por serviços de saúde, especialmente durante o inverno, pressiona as despesas das operadoras.

Os analistas do Goldman Sachs projetam um aumento de 270 pontos-base na Taxa de Sinistralidade (MLR) para 71,4% no segundo trimestre de 2025, refletindo uma sazonalidade mais intensa em comparação com o ano anterior. No primeiro trimestre, a sinistralidade já havia registrado 68,6%, um aumento em relação ao mesmo período do ano passado.

Desafios e Expectativas

A Hapvida também enfrenta a perda de beneficiários, com uma expectativa de redução de 31.000 no segundo trimestre, após uma queda de 54,8 mil no primeiro. O cenário competitivo e a judicialização do setor são fatores que preocupam os investidores. Apesar da deterioração esperada na sinistralidade, o Goldman Sachs mantém uma recomendação de compra, destacando um crescimento de 8% na receita anual.

O lucro líquido ajustado da Hapvida para 2025 é estimado em R$ 1,827 bilhão. A empresa opera com 87 hospitais, 341 clínicas médicas e 291 centros de diagnóstico, mas a desvalorização das ações, que acumula 45% em 12 meses, ainda é uma preocupação. O resultado do segundo trimestre será divulgado em 3 de agosto.

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