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Inflação núcleo do Japão desacelera em junho, aliviando pressão econômica

Inflação central do Japão recua para 3,3%, mas inflação "core-core" sobe e tarifas dos EUA pressionam a economia.

Um cliente visita uma loja na rua de compras Togoshi Ginza em Tóquio em 23 de janeiro de 2025. (Foto: Philip Fong | Afp | Getty Images)
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  • A inflação central do Japão caiu de 3,7% para 3,3% em junho, com alívio nos preços dos alimentos.
  • A inflação geral também diminuiu, passando de 3,5% em maio para 3,3%.
  • A inflação “core-core”, que exclui alimentos frescos e energia, subiu para 3,4%.
  • O PIB do Japão teve uma queda de 0,2% no primeiro trimestre, a primeira retração em um ano.
  • O Banco do Japão (BOJ) não deve aumentar as taxas de juros até janeiro de 2026, apesar da inflação acima da meta de 2% por 39 meses.

O Japão registrou uma queda na inflação central, que passou de 3,7% para 3,3% em junho, refletindo um alívio nos preços dos alimentos. Este dado, que exclui os custos de alimentos frescos, está alinhado com as expectativas de economistas consultados pela Reuters. A inflação geral do país também diminuiu, caindo de 3,5% em maio para 3,3%.

Entretanto, a inflação “core-core”, que desconsidera os preços de alimentos frescos e energia, subiu para 3,4%, um aumento em relação aos 3,3% do mês anterior. Esses números surgem em um contexto de incertezas econômicas, especialmente devido às tarifas impostas pelos Estados Unidos, que têm gerado preocupações sobre o crescimento japonês.

Desafios Econômicos

O impacto das tarifas, especialmente a tarifa de 25% sobre automóveis, que são o principal produto de exportação do Japão, está sendo amplamente discutido. O PIB do país apresentou uma queda de 0,2% no primeiro trimestre, marcando a primeira retração em um ano. A situação é ainda mais complicada com a expectativa de que as tarifas dos EUA aumentem, conforme declarações do presidente Donald Trump.

O Banco do Japão (BOJ) enfrenta um dilema, pois a inflação tem se mantido acima da meta de 2% por 39 meses consecutivos. Apesar disso, analistas do Bank of America não preveem um aumento nas taxas de juros até janeiro de 2026, citando que as expectativas de inflação permanecem abaixo do alvo desejado pelo BOJ.

Perspectivas Futuras

Com a inflação ainda elevada, a pressão sobre o BOJ para agir aumenta. A próxima eleição da Câmara Alta deve ser influenciada pela questão do custo de vida, que se tornou um tema central para os eleitores. A situação econômica do Japão continua a ser monitorada de perto, enquanto o país navega por um cenário de incertezas internas e externas.

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