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JPMorgan afirma que excepcionalismo americano continua forte e relevante

Meera Pandit, do JPMorgan, afirma que a bolsa americana se mantém forte, apesar das tarifas e tensões comerciais.

Meera Pandit vê bolsa nos EUA resistente a incertezas e tarifas: “experimentamos todos os tipos de risco e os lucros das empresas seguem resilientes” (Foto: Reprodução/Exame)
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  • As políticas de Donald Trump geraram incertezas que impactaram o dólar e incentivaram a diversificação de investimentos fora dos Estados Unidos.
  • Meera Pandit, estrategista-chefe global do JPMorgan, acredita que a bolsa americana deve permanecer resiliente, com lucros robustos das empresas.
  • Pandit afirmou que não há um movimento significativo de venda de ações americanas por investidores estrangeiros, apesar das tarifas e tensões comerciais.
  • Ela destacou que setores de tecnologia podem se beneficiar da queda do dólar, enquanto o impacto das tarifas pode ser mais visível em empresas de consumo.
  • Sobre o Brasil, Pandit mencionou fatores positivos como a estabilidade dos juros, mas alertou para a cautela em relação à situação fiscal e política do país.

As políticas de Donald Trump geraram incertezas que impactaram o dólar e fomentaram uma narrativa de “sell America”, levando investidores a buscar diversificação fora dos Estados Unidos. Contudo, Meera Pandit, estrategista-chefe global do JPMorgan, acredita que a bolsa americana deve permanecer resiliente. Em entrevista ao INSIGHT, ela afirmou que não há um movimento significativo de venda de ações americanas por investidores estrangeiros.

Pandit destacou que, apesar das tarifas e tensões comerciais, os lucros das empresas continuam robustos. “O mercado internacional está se tornando mais competitivo, mas isso não significa que estamos vendo um momento de ‘vender América’. É um rebalanceamento em busca de oportunidades tanto nos EUA quanto no exterior”, explicou.

A executiva observou que as altas históricas da bolsa não são surpreendentes, dado que a economia americana continua forte. “Os lucros das empresas seguem resilientes, mesmo diante de riscos como tarifas e tensões geopolíticas”, afirmou. Ela também mencionou que a temporada de balanços do segundo trimestre está mostrando resultados positivos, sem um impacto significativo das tarifas até o momento.

Expectativas e Impactos das Tarifas

Pandit acredita que o impacto das tarifas pode ser mais visível em empresas de consumo, enquanto setores de tecnologia devem continuar a se destacar. “As empresas de tecnologia têm receitas no exterior, e a queda do dólar pode beneficiá-las”, disse. Ela também comentou sobre a pressão do governo sobre o Federal Reserve, ressaltando que, apesar das incertezas, o comitê do Fed tomará decisões baseadas em consenso.

A narrativa de “venda América” tem sido discutida, mas Pandit observou que não há evidências de um movimento massivo de venda de ações americanas por investidores estrangeiros. “Os americanos estão aumentando suas apostas no mercado, especialmente após a queda em março e abril”, afirmou.

Perspectivas para o Brasil

Sobre o Brasil, Pandit mencionou que a estabilidade dos juros e a apreciação da moeda local são fatores positivos. No entanto, ela alertou para a necessidade de cautela em relação à situação fiscal e política do país. As tarifas, até o momento, não têm causado danos significativos ao mercado brasileiro, mas a situação continua em evolução.

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