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Kevin Warsh defende mudança na liderança do Fed e parceria com o Tesouro

Kevin Warsh pede mudanças radicais na política do Federal Reserve e critica a hesitação em cortar taxas, enquanto Trump avalia demitir Powell.

Foto: Reprodução
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  • Kevin Warsh, ex-governador do Federal Reserve, é considerado um dos principais candidatos para liderar a instituição.
  • Ele criticou a gestão atual de Jerome Powell e pediu mudanças drásticas na política monetária.
  • Warsh sugeriu uma aliança entre o Federal Reserve e o Tesouro dos EUA, destacando a necessidade de cortes nas taxas de juros.
  • O presidente Donald Trump considera demitir Powell e apoia as demandas de Warsh para reduzir os custos da dívida nacional, que é de 36 trilhões de dólares.
  • Warsh também criticou projetos de renovação do Fed e defendeu a criação de um novo acordo entre o Tesouro e o Fed para alinhar políticas monetárias e fiscais.

Kevin Warsh, ex-governador do Federal Reserve, está sendo considerado como um dos principais candidatos para liderar a instituição, especialmente após suas críticas à gestão atual de Jerome Powell. Em uma entrevista recente, Warsh pediu mudanças drásticas na política monetária do Fed, sugerindo uma aliança com o Tesouro dos EUA.

Durante sua participação no programa “Squawk Box” da CNBC, Warsh afirmou que “precisamos de uma mudança de regime na condução da política”. Ele criticou a hesitação do Fed em cortar taxas de juros, um tema que também tem sido uma preocupação constante para o presidente Donald Trump, que considera demitir Powell antes do término de seu mandato em maio de 2026.

Warsh, que é visto como um dos finalistas para a presidência do Fed, expressou apoio às demandas de Trump, que incluem cortes nas taxas de juros para reduzir os custos de financiamento da dívida nacional, que atualmente é de 36 trilhões de dólares. Ele destacou que a hesitação do Fed em agir tem sido um ponto negativo para a atual administração.

Críticas à Gestão Atual

Além das taxas de juros, Warsh criticou a gestão de Powell em relação a um projeto de renovação de bilhões de dólares em edifícios do Fed em Washington, D.C. Ele acredita que a mudança na liderança do Fed é inevitável e que uma nova coordenação entre o Fed e o Tesouro é necessária para gerenciar a emissão de dívida do país.

Warsh sugeriu a criação de um novo “acordo entre o Tesouro e o Fed”, semelhante ao que foi feito em 1951, para alinhar os objetivos de política monetária e fiscal. Ele argumentou que essa colaboração poderia ajudar a esclarecer as metas do Fed em relação ao tamanho de seu balanço patrimonial.

“Um corte nas taxas é apenas o começo do processo para equilibrar a situação,” afirmou Warsh, que também defendeu a ideia de um aperto quantitativo, mas com a colaboração do Tesouro para reduzir os custos de empréstimos. O Fed, atualmente, está diminuindo seu balanço patrimonial ao permitir que a dívida vencida não seja reinvestida.

As expectativas do mercado indicam que o Fed deve manter sua taxa de juros inalterada na próxima reunião, mas há uma possibilidade de cortes a partir de setembro. A pressão sobre Powell e o Fed continua a aumentar, à medida que a administração Trump busca uma mudança significativa na política monetária.

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