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Ministério Público apura invasão na Faria Lima por entidades ligadas a Boulos

Ministério Público investiga invasão de agência do Itaú por movimentos sociais durante protesto por justiça tributária em São Paulo.

Boulos durante manifestação em São Paulo contra a anistia (Foto: Leandro Paiva/Divulgação)
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  • O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação criminal sobre a invasão de uma agência do Itaú por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo.
  • O incidente ocorreu no dia 3 de julho, na Avenida Faria Lima, durante uma manifestação em apoio à taxação dos super-ricos proposta pelo governo Lula.
  • A Promotoria requisitou imagens do sistema de reconhecimento facial Smart Sampa para identificar os manifestantes e apurar possíveis crimes de invasão.
  • O promotor Cássio Roberto Conserino afirmou que a invasão dificultou o funcionamento da agência, o que justifica a investigação.
  • A investigação foi motivada por um requerimento do deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos-SP) e não visa criminalizar movimentos sociais, mas analisar condutas ilegais.

O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação criminal sobre a invasão de uma agência do Itaú por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo. O incidente ocorreu no dia 3 de julho, na Avenida Faria Lima, durante uma manifestação em apoio à taxação dos super-ricos, proposta pelo governo Lula.

A Promotoria requisitou imagens do sistema de reconhecimento facial Smart Sampa para identificar os manifestantes e apurar possíveis crimes de invasão. O promotor Cássio Roberto Conserino destacou que a invasão tinha o objetivo de dificultar o funcionamento da agência, o que caracteriza uma conduta passível de investigação. Ele afirmou que, embora os protestos por justiça tributária sejam válidos, não devem ocorrer por meio de “balbúrdia, confusão, invasão e populismo”.

A investigação foi motivada por um requerimento do deputado estadual Tomé Abduch (Republicanos-SP), que é vice-líder do governo Tarcísio na Assembleia Legislativa. O procedimento não visa criminalizar movimentos sociais, mas sim analisar possíveis condutas ilegais. Conserino também mencionou que o MTST e a Frente Povo Sem Medo são vistos como “pseudomovimentos” que priorizam a ilegalidade em vez de atender aos anseios constitucionais.

Repercussão e Defesas

O deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), ligado aos movimentos, defendeu a ação em suas redes sociais, afirmando que a ocupação tinha como pauta a justiça tributária. A Promotoria também investiga a possível participação de um assessor da deputada Eneida Maria (PSOL) no ato.

Até o momento, as entidades e os parlamentares não se manifestaram sobre a investigação. O espaço permanece aberto para comentários e esclarecimentos.

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