- A Arábia Saudita está reavaliando a viabilidade do projeto The Line, uma cidade futurista planejada pelo príncipe Mohammed bin Salman.
- O custo estimado do projeto é de US$ 500 bilhões e abrange um desenvolvimento de 105 milhas em Neom.
- A revisão estratégica foi solicitada pelo fundo soberano do país devido a preocupações financeiras e à queda nos preços do petróleo.
- A Neom confirmou que revisões são comuns em megaprojetos, mas a atual análise é uma resposta à pressão sobre as finanças públicas.
- Cortes de empregos estão sendo planejados no projeto, refletindo uma mudança nas decisões financeiras.
A Arábia Saudita está reavaliando a viabilidade do projeto The Line, uma cidade futurista idealizada pelo príncipe Mohammed bin Salman, com um custo estimado de US$ 500 bilhões. O fundo soberano do país contratou consultorias para realizar uma revisão estratégica da obra, que se estende por 105 milhas no desenvolvimento de Neom.
A decisão surge em um contexto de preocupações financeiras e queda nos preços do petróleo, que impactam diretamente o orçamento do reino. A Neom confirmou que revisões estratégicas são práticas comuns em megaprojetos, mas a atual análise é vista como uma resposta à crescente pressão sobre as finanças públicas. Especialistas apontam que a revisão deve focar na viabilidade técnica, financiamento e impacto econômico do projeto.
Atualmente, o local de The Line é um extenso canteiro de obras, com infraestrutura em desenvolvimento, incluindo um sistema de trem de alta velocidade. O projeto visa abrigar 9 milhões de pessoas em um ambiente urbano inovador, parte da visão mais ampla de diversificação econômica do país, conhecida como Visão 2030. No entanto, a queda dos preços do petróleo, que atualmente gira em torno de US$ 70 por barril, levanta dúvidas sobre a continuidade de iniciativas tão ambiciosas.
Além da revisão, cortes de empregos estão sendo planejados em Neom, refletindo uma mudança nas decisões financeiras do projeto. Consultores envolvidos afirmam que a administração está começando a tomar decisões mais racionais. Críticas também surgem sobre a falta de realismo nas previsões financeiras, com especialistas sugerindo que a gestão do projeto precisa se alinhar melhor com as realidades do mercado.
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