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Brasil investe em negócios sustentáveis para valorizar recursos naturais

Desastres climáticos já custaram R$ 730 bilhões ao Brasil em 12 anos, exigindo ações urgentes em adaptação e resiliência.

Quando falamos de minerais críticos essenciais para a transição energética, Trump já disse que quer a Groenlândia (Foto: Divulgação)
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  • Os desastres climáticos causaram perdas superiores a R$ 730 bilhões à economia brasileira nos últimos 12 anos.
  • Maria Netto, do Instituto Clima e Sociedade, destaca a importância de transformar recursos naturais em vantagens competitivas.
  • Netto critica a falta de priorização da adaptação climática pelos governos e menciona que menos de 50% das perdas financeiras globais por desastres climáticos foram asseguradas.
  • O recente desastre no Rio Grande do Sul gerou prejuízos superiores a R$ 70 bilhões, evidenciando a falta de preparação.
  • A executiva defende que o financiamento climático é essencial, com um déficit significativo entre os valores acordados e os necessários para adaptação e mitigação.

Os desastres climáticos já causaram perdas superiores a R$ 730 bilhões à economia brasileira nos últimos 12 anos, revelando a urgência de ações em adaptação e resiliência. Maria Netto, do Instituto Clima e Sociedade, enfatiza que transformar recursos naturais em vantagens competitivas é essencial para o Brasil, que deve deixar de ser apenas um exportador de commodities.

Em entrevista ao videocast “Negócios Sustentáveis”, Netto questiona: “Quando seremos inteligentes o suficiente para agregar valor aos nossos recursos naturais?” Ela destaca que o Brasil possui uma abundância em terras raras e um potencial significativo na produção de alimentos e na conservação da Amazônia. A executiva acredita que o agronegócio pode ser um aliado na luta contra a crise climática, contribuindo para a restauração florestal e a agricultura regenerativa.

A menos de quatro meses da COP30 em Belém do Pará, Netto alerta que a governança e a estrutura de adaptação climática nos próximos anos serão cruciais. Ela critica a falta de priorização da adaptação climática pelos governos, afirmando que menos de 50% das perdas financeiras globais por desastres climáticos foram asseguradas. O recente desastre no Rio Grande do Sul, que gerou um rombo superior a R$ 70 bilhões, exemplifica a falta de preparação.

Para enfrentar esses desafios, Netto defende que o financiamento climático é fundamental. Na última COP29 em Baku, os países desenvolvidos concordaram em financiar 300 bilhões de dólares anuais, um valor ainda distante dos 1,3 trilhão necessários para que os países emergentes invistam em adaptação e mitigação. O hub lançado pelo Instituto Clima e Sociedade visa integrar as agendas de economia e clima, produzindo relatórios sobre o impacto de eventos climáticos no PIB e nos preços dos alimentos.

A mudança de mentalidade nos negócios é crucial, segundo Netto. “Quem investe em infraestrutura precisa considerar a adaptação climática, ou perderá muito mais dinheiro no futuro,” alerta. O desafio é entender a conexão entre economia e clima para planejar melhor investimentos e comunicar efetivamente à população.

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