- A Binance considera o Brasil um exemplo em regulação de criptomoedas.
- Rachel Conlan, vice-presidente global de marketing da Binance, destacou o crescimento da base de usuários da exchange e a integração com o Pix.
- A empresa alcançou 290 milhões de usuários globalmente, com um aumento de 80 milhões nos últimos 14 meses, impulsionado por investidores institucionais.
- Conlan elogiou a regulação brasileira e afirmou que outros países buscam seguir esse modelo.
- A Binance vê o Brasil e a América Latina como essenciais para sua expansão futura, priorizando a inovação e a acessibilidade no setor financeiro.
A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, considera o Brasil um exemplo em regulação do setor. Em entrevista à EXAME, a vice-presidente global de marketing, Rachel Conlan, destacou o crescimento acelerado da base de usuários da exchange e a integração com o Pix.
Conlan, que visitou o Brasil para comemorar os oito anos da Binance, revelou que a empresa alcançou 290 milhões de usuários globalmente, com um crescimento notável nos últimos 14 meses, quando adicionou 80 milhões de clientes. Ela atribui esse aumento à entrada de investidores institucionais, como BlackRock e Goldman Sachs, que conferem legitimidade ao mercado cripto.
A executiva elogiou a regulação brasileira, afirmando que outros países frequentemente solicitam exemplos de legislações claras e favoráveis. O Brasil, junto com os Emirados Árabes Unidos, tem liderado o caminho, enquanto grandes centros financeiros, como Reino Unido e Estados Unidos, começam a seguir o exemplo.
Oportunidades no Mercado
Conlan observou que a penetração de criptomoedas no Brasil é alta, com usuários utilizando-as para diversos fins, como pagamentos e remessas. Essa dinâmica gera novas fontes de receita para a Binance, que busca simplificar a experiência do usuário e inovar em seus produtos. Apesar do foco em expansão, a empresa não planeja lançar uma stablecoin própria, priorizando a neutralidade como corretora.
A vice-presidente também comparou o atual interesse por stablecoins à euforia em torno dos NFTs, ressaltando que essa fase é parte do ciclo natural de crescimento do setor. Conlan reconheceu os desafios enfrentados pela Binance, que atua como disruptora em um mercado financeiro tradicional e cada vez mais regulado.
Foco na América Latina
Conlan acredita que o Brasil e a América Latina serão fundamentais para a expansão da Binance nos próximos anos. A recente integração com o Pix é uma estratégia para fortalecer a operação local. A executiva reafirmou o compromisso da Binance com a liberdade financeira e o empoderamento dos usuários, enfatizando que a empresa busca ser um complemento às finanças tradicionais, promovendo acessibilidade e inovação no setor.
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