- O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou a inovação do Banco Central do Brasil e destacou o sistema de pagamentos Pix em seu relatório anual sobre a economia brasileira.
- O relatório menciona novas funcionalidades do Pix, como pagamentos por aproximação, offline e opções de financiamento.
- O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, criticou o Pix como uma prática financeira desleal.
- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu o Pix, afirmando que é um patrimônio do povo brasileiro.
- O FMI também criticou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e recomendou reformas fiscais para garantir a sustentabilidade da dívida pública.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou a agenda de inovação do Banco Central do Brasil, destacando o Pix em sua avaliação anual sobre a economia brasileira. O relatório, publicado nesta quarta-feira (16), menciona novas funcionalidades do sistema, como pagamentos por aproximação, offline e opções de financiamento.
A implementação do Pix gerou tensões internacionais, especialmente com o governo dos Estados Unidos, que, sob a administração de Donald Trump, classificou o sistema como uma prática financeira desleal. Em resposta, o presidente Lula defendeu o Pix em um pronunciamento, afirmando que é um patrimônio do povo brasileiro e um dos sistemas de pagamento mais avançados do mundo.
O FMI também abordou a política fiscal brasileira, criticando o recente aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O organismo internacional recomendou a eliminação gradual desse imposto sobre operações de câmbio, em contraste com a decisão do governo de aumentar a alíquota. Essa medida gerou reações no Congresso e foi parar no Supremo Tribunal Federal, onde parte do decreto foi validada.
Além disso, o FMI ressaltou a necessidade de reformas fiscais para garantir a sustentabilidade da dívida pública e permitir que o Banco Central mantenha a taxa de juros em níveis mais baixos, favorecendo investimentos. O relatório também observou um crescimento econômico robusto, embora com sinais de moderação e aumento da inflação, impulsionada pela demanda e pela desvalorização do real.
A missão do FMI esteve no Brasil entre 20 de maio e 2 de junho, reunindo-se com autoridades como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
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