- Desenvolvedores se reuniram em Paris para discutir o futuro da Web3 no futebol.
- O evento, chamado Hacking Paris, ocorreu no Parc des Princes, casa do Paris Saint-Germain.
- O foco foi na revitalização de fan tokens e NFTs, que enfrentam desconfiança e queda de valor.
- Um dos projetos premiados, FanScan, transforma itens reais em ativos digitais, oferecendo recompensas aos torcedores.
- A regulamentação dos ativos digitais no Brasil está em discussão, com a Lei 14.478/22 podendo se aplicar a fan tokens e NFTs.
Recentemente, desenvolvedores se reuniram em Paris para discutir o futuro da Web3 no futebol, focando na revitalização de fan tokens e NFTs, que enfrentam desconfiança e queda de valor. O evento, chamado Hacking Paris, ocorreu no Parc des Princes, casa do Paris Saint-Germain (PSG), que busca se destacar nesse mercado.
A criação de fan tokens e NFTs surgiu como uma inovação na Web3, prometendo descentralizar a relação com torcedores e gerar novas receitas para clubes, especialmente durante a pandemia. No entanto, após um auge entre 2021 e 2022, essas tecnologias enfrentaram uma queda acentuada de valor e credibilidade. Max Rabinovitch, CSO da Chiliz, destacou que a tecnologia ainda tem potencial, mas precisa evoluir para recuperar a confiança dos torcedores.
Durante o evento, desenvolvedores de nove países participaram de uma competição para criar plataformas que engajem torcedores com novas funcionalidades. Um dos projetos premiados, FanScan, transforma itens reais em ativos digitais, oferecendo recompensas aos torcedores. Bruno Pessoa, diretor geral da Chiliz no Brasil, ressaltou a importância de inovações que promovam a gamificação e o engajamento do usuário.
Além disso, a regulamentação dos ativos digitais no Brasil está em pauta. Atualmente, os fan tokens e NFTs operam sem uma legislação específica, mas podem ser enquadrados na Lei 14.478/22, que trata sobre criptomoedas. Essa norma estabelece regras para a prestação de serviços com ativos digitais e indica o Banco Central e a CVM como responsáveis pela regulamentação do setor.
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