- O investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina e no Caribe atingiu US$ 188,962 bilhões em 2023, com um crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior.
- Os Estados Unidos foram o principal investidor, representando 38% do total.
- Brasil e México lideraram os fluxos de IED, com 38% e 24%, respectivamente.
- A participação da União Europeia caiu para 15%, o menor nível desde 2012.
- A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) recomenda melhorias nas políticas de atração de IED para maximizar os benefícios econômicos.
O investimento estrangeiro direto (IED) na América Latina e no Caribe alcançou US$ 188,962 bilhões em 2023, marcando um crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos continuam sendo o principal investidor na região, respondendo por 38% do total. O Brasil e o México lideraram os fluxos, com 38% e 24%, respectivamente, enquanto a participação da União Europeia caiu para 15%, o menor nível desde 2012.
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) destaca que, apesar do aumento, a região enfrenta desafios significativos na atração de novos investimentos. O secretário executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs, enfatizou a necessidade de alinhar as políticas de IED com o desenvolvimento produtivo para maximizar os benefícios econômicos. Ele afirmou que o IED deve ser uma ferramenta estratégica para promover um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
Os dados revelam que, enquanto o Brasil e o México experimentaram aumentos nos fluxos de IED, países como Colômbia, Chile e Argentina apresentaram resultados inferiores em comparação a 2022. O relatório da Cepal indica que, embora os anúncios de novos projetos tenham crescido, isso se deve principalmente ao setor de hidrocarbonetos, enquanto investimentos em energia renovável e tecnologia diminuíram.
Desafios e Recomendações
A Cepal recomenda melhorias nas capacidades institucionais e operacionais para uma gestão mais eficaz do IED. Isso inclui o fortalecimento das entidades responsáveis pela atração de investimentos e a criação de ferramentas que aumentem o impacto positivo desses recursos nas economias locais. A organização sugere ainda a definição de setores prioritários e o treinamento de talentos humanos para melhor atender às demandas dos investidores.
Os fluxos de IED na região mostraram um crescimento em áreas como o Caribe e a América Central, mas os resultados foram mistos na América do Sul. A Cepal observa que o aumento em 2024 será impulsionado principalmente pelo reinvestimento de lucros por empresas já estabelecidas, enquanto a entrada de novas empresas permanece baixa.
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