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Shopee lidera como a plataforma de e-commerce preferida em favelas, aponta pesquisa

A Shopee se torna a plataforma de e-commerce preferida nas favelas, com sessenta por cento dos moradores comprando online.

Aplicativo da Shopee (Foto: Bloomberg)
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  • A Shopee se tornou a plataforma de e-commerce preferida nas favelas brasileiras.
  • Uma pesquisa do Instituto Data Favela revelou que sessenta por cento dos moradores compram online.
  • Setenta por cento dos entrevistados planejam adquirir vestuário nos próximos meses.
  • O foco da Shopee em roupas e a gamificação do aplicativo atraem consumidores.
  • Quarenta por cento dos moradores ainda não utilizam e-commerce, citando problemas como atrasos na entrega.

Os moradores das favelas brasileiras estão cada vez mais se voltando para o e-commerce, com a Shopee emergindo como a plataforma preferida. Uma pesquisa do Instituto Data Favela, divulgada nesta sexta-feira (18), revela que 60% dos entrevistados compram online, e 70% planejam adquirir vestuário nos próximos meses.

A pesquisa, que ouviu 16,5 mil pessoas em favelas, mostra que a Shopee se destaca por seu foco em vestuário, superando o Mercado Livre. O fundador do Data Favela, Renato Meirelles, explica que a popularidade da Shopee está ligada ao seu portfólio, que é mais voltado para roupas. Além disso, o professor de marketing da FGV, Roberto Kanter, destaca a gamificação do aplicativo, que atrai consumidores com jogos que oferecem cupons.

Os dados também revelam que 40% dos entrevistados ainda não utilizam plataformas de e-commerce, citando problemas como atrasos na entrega e dificuldades de localização. Apesar disso, a pesquisa indica que o consumo é visto como uma forma de conquista e realização. 78% dos participantes relataram que se esforçam para comprar produtos que não tinham acesso na juventude, enquanto 85% sentem satisfação ao economizar para adquirir itens desejados.

Entretanto, o consumo também é acompanhado por sentimentos de frustração. 50% dos entrevistados afirmaram já ter se sentido constrangidos por não possuírem produtos da moda. Kanter observa que o ato de consumir se torna uma forma de compensação para as dificuldades enfrentadas no dia a dia, refletindo a busca por um momento de alegria nas classes C e D.

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