- O Irã e potências europeias, como Reino Unido, França e Alemanha, se reunirão na próxima semana em Istambul para discutir o programa nuclear iraniano.
- As conversações ocorrem em um contexto de pressão crescente, com advertências sobre a reimposição de sanções se não houver progresso.
- A agência de notícias iraniana Tasnim informou que os detalhes do encontro ainda estão sendo definidos.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que o país está aberto ao diálogo, mas criticou as ameaças de sanções.
- O Irã enriquece urânio a níveis próximos de 60% e nega que seu programa nuclear tenha fins militares, enquanto potências ocidentais buscam garantir que o enriquecimento seja reduzido a zero.
O Irã e as potências europeias, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, estão programados para se reunir na próxima semana em Istambul para discutir o programa nuclear iraniano. O encontro ocorre em um contexto de crescente pressão, com os países europeus alertando sobre a reimposição de sanções caso não haja progresso nas negociações.
A agência de notícias iraniana Tasnim informou que os detalhes sobre o horário e o local exato das conversações ainda estão sendo definidos. Essa reunião segue uma série de tensões, incluindo ataques a instalações nucleares iranianas por parte dos EUA e Israel. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, expressou que o país está aberto ao diálogo, mas criticou as ameaças de sanções como uma abordagem ineficaz.
Os ministros das Relações Exteriores do E3 se reuniram recentemente com Araqchi, marcando a primeira conversa desde os ataques aéreos. Os três países europeus, junto com China e Rússia, são signatários do acordo nuclear de 2015, do qual os EUA se retiraram em 2018. O E3 já sinalizou que pode ativar o mecanismo de snapback para restaurar sanções da ONU até o final de agosto, caso as negociações não avancem.
O Irã, que atualmente enriquece urânio a níveis próximos de 60%, nega que seu programa nuclear tenha fins militares, afirmando que é destinado a usos civis. As potências ocidentais, no entanto, buscam garantir que o enriquecimento seja reduzido a zero para evitar riscos de proliferação nuclear. A situação permanece tensa, com o futuro das negociações pendendo sobre a possibilidade de novas sanções e a resposta do Irã a essas ameaças.
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