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Tarifa pode bloquear exportação de 77 mil toneladas de frutas brasileiras para os EUA

EUA impõem tarifa de 50% sobre frutas brasileiras, afetando 77 mil toneladas e gerando negociações para adiamento da medida.

Agricultura irrigada na região de Petrolina (PE), Vale do São Francisco (Foto: Divulgação/Codevasf)
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  • O governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa de 50% sobre frutas brasileiras, que entrará em vigor em 1º de agosto.
  • A medida afeta 77 mil toneladas de produtos, incluindo mangas e sucos, e já resultou na suspensão de embarques.
  • A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) informou que a quantidade de frutas afetadas poderia abastecer cidades como Salvador, Manaus e Recife por um ano.
  • A tarifa também aumentou em 533% a taxação sobre o suco de laranja, tornando inviável a exportação para o segundo maior mercado consumidor do produto.
  • O governo brasileiro iniciou negociações para adiar a aplicação da tarifa por pelo menos 90 dias, visando mitigar os impactos no setor agrícola.

A imposição de uma tarifa de 50% pelo governo dos Estados Unidos sobre frutas brasileiras, a partir de 1º de agosto, afeta 77 mil toneladas de produtos, incluindo mangas e sucos. A medida já resultou na suspensão de embarques e ameaça a produção nacional, especialmente no Vale do São Francisco, principal região produtora de mangas do Brasil.

A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) destaca que essa quantidade de frutas poderia abastecer por um ano cidades como Salvador, Manaus e Recife. Entre os produtos impactados, estão 36,8 mil toneladas de mangas e 18,8 mil toneladas de frutas processadas, como o açaí. A nova tarifa também afeta a exportação de suco de laranja, que teve um aumento de 533% na taxação, tornando inviável a continuidade das vendas para o segundo maior mercado consumidor do produto.

Produtores locais alertam que a janela de exportação coincide com o início da sobretaxa, o que pode resultar em perdas significativas, redução de investimentos e demissões em toda a cadeia produtiva da fruticultura brasileira. A falta de alternativas para escoar a produção agrava ainda mais o cenário.

Diante dessa situação, o governo brasileiro já iniciou negociações para tentar adiar a aplicação da tarifa por pelo menos 90 dias. As consequências dessa medida podem ser devastadoras para o setor, que representa uma parte significativa das exportações agrícolas do Brasil.

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