- A International Airlines Group (IAG), controladora da British Airways, consumiu 55 milhões de galões de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF) no último ano, superando todas as companhias aéreas dos Estados Unidos.
- O SAF representa apenas 1,9% do total de combustível da IAG, enquanto suas emissões aumentaram 5%.
- O crescimento das viagens aéreas deve ser de 6% este ano, pressionando as emissões de carbono.
- Regulamentações na União Europeia e no Reino Unido exigem que pelo menos 2% do combustível de aviação seja SAF, enquanto nos Estados Unidos a falta de mandatos limita o uso.
- A produção de SAF enfrenta desafios, como a escassez de matérias-primas, e as metas de 10% até 2030 parecem distantes.
A International Airlines Group (IAG), controladora da British Airways, destacou-se no uso de combustíveis de aviação sustentáveis (SAF), consumindo 55 milhões de galões desse combustível no último ano. Essa quantidade supera o total utilizado por todas as companhias aéreas dos Estados Unidos. Contudo, o SAF ainda representa apenas 1,9% do consumo total de combustível da IAG, enquanto suas emissões aumentaram 5%.
O crescimento das viagens aéreas, que deve aumentar 6% este ano, pressiona as emissões de carbono, ofuscando os avanços em sustentabilidade. Embora a IAG lidere o uso de SAF, a transição para combustíveis mais limpos é lenta. A expectativa global é que o SAF suba de 0,3% para 0,7% do total de combustível de aviação em 2023.
Novas Regulamentações
Regulamentações na União Europeia e no Reino Unido exigem que pelo menos 2% do combustível de aviação seja SAF. Essa medida visa incentivar o uso do combustível sustentável, que custa pelo menos o dobro do convencional. Em contraste, nos Estados Unidos, a falta de mandatos e incentivos limita o avanço das companhias aéreas em direção a combustíveis mais verdes.
A Alaska Air Group destacou-se entre as companhias aéreas dos EUA, aumentando seu uso de SAF para 0,68% do total de combustível. Empresas de tecnologia, como Microsoft, têm contribuído para o aumento do uso de SAF, ajudando a reduzir suas emissões de carbono.
Desafios e Perspectivas
A produção de SAF enfrenta desafios, incluindo a escassez de matérias-primas e a necessidade de mais fábricas. Embora analistas acreditem que há combustível suficiente para atender à exigência de 2% na Europa, as metas de 10% até 2030 parecem distantes. A BP, que havia prometido investimentos significativos em SAF, reduziu seus planos, focando novamente em combustíveis fósseis.
O setor aéreo enfrenta um dilema: enquanto as emissões devem aumentar com o crescimento das viagens, a dependência de SAF é vista como uma solução. Especialistas alertam que, sem uma estratégia clara para limitar o crescimento das emissões, o setor pode enfrentar sérios problemas no futuro.
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