- A Argentina apresenta sinais de recuperação econômica sob o governo de Javier Milei, que iniciou em dezembro de 2023.
- A inflação mensal caiu para 1,5% em maio de 2024, atraindo investimentos brasileiros de US$ 131,4 milhões, um aumento de 66,8% em relação a 2023.
- Empresas como a CVC estão expandindo operações, apesar da queda no turismo brasileiro, que registrou apenas 7,6 mil visitantes em abril de 2024, uma redução de 18,2%.
- Em contrapartida, 235,9 mil argentinos viajaram para o Brasil, um crescimento de 59,1%.
- Multinacionais como Procter & Gamble e Xerox deixaram a Argentina, citando altos custos e queda no consumo, enquanto o banco JP Morgan mantém uma visão otimista para o médio prazo.
A Argentina começa a mostrar sinais de recuperação econômica sob o governo de Javier Milei, que assumiu em dezembro de 2023. Após um período de alta inflação e desconfiança dos investidores, o novo governo implementou cortes de gastos que resultaram em uma inflação mensal de apenas 1,5% em maio de 2024. Essa mudança atraiu um aumento significativo nos investimentos brasileiros, que totalizaram US$ 131,4 milhões no último ano, um crescimento de 66,8% em relação a 2023.
Empresas brasileiras, como a CVC, estão expandindo suas operações na Argentina, aumentando o número de funcionários e lojas. O CEO da CVC, Fábio Godinho, destacou que, apesar da queda no turismo brasileiro para a Argentina, a empresa está se adaptando, vendendo pacotes para argentinos que viajam ao Brasil. A fusão da Almundo com a Avantrip também reflete essa estratégia, com a companhia investindo R$ 30 milhões no país.
Desafios no Turismo
Enquanto os investimentos aumentam, o turismo brasileiro enfrenta desafios. Em abril de 2024, apenas 7,6 mil brasileiros viajaram para a Argentina, uma queda de 18,2% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, 235,9 mil argentinos visitaram o Brasil, um aumento de 59,1%. Os turistas brasileiros estão optando por destinos como Chile e Colômbia, atraídos por preços mais acessíveis.
O CEO da Kepler Weber, Bernardo Nogueira, observou que a demanda reprimida dos agricultores argentinos está ressurgindo, com o fortalecimento do peso permitindo novos investimentos em maquinário. A Argentina, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, está recuperando seu potencial de compra.
Expectativas Futuras
Apesar do otimismo, a recuperação ainda é cautelosa. A Câmara de Comércio Argentino-Brasileira estima que cerca de 150 empresas brasileiras mantêm operações na Argentina, embora algumas tenham reduzido suas atividades. O cenário ainda é distante dos US$ 1,18 bilhão de investimentos registrados em 2018.
Recentemente, multinacionais de diversos setores, como a Procter & Gamble e a Xerox, deixaram o país, citando altos custos e queda no consumo. O banco JP Morgan alertou sobre a volatilidade dos ativos locais, especialmente com as eleições legislativas se aproximando em outubro. Apesar dos riscos, o banco mantém uma visão otimista para o médio prazo, destacando a desaceleração da inflação e a flexibilização nas compras de dólares.
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