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Empresas que deixaram o Reino Unido por Brexit podem retornar com tarifas de Trump

Tarifas comerciais dos EUA podem impulsionar empresas europeias a se realocar para o Reino Unido, que já possui acordos vantajosos.

Uma bandeira da União Europeia (UE) flutua ao lado de uma bandeira britânica, também conhecida como Union Jack, em Londres. (Foto: Jason Alden | Bloomberg Creative Photos | Getty Images)
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  • Em agosto de 2025, os Estados Unidos podem implementar tarifas comerciais de 30% sobre produtos da União Europeia, caso não haja um acordo comercial.
  • Essa situação pode levar empresas europeias a transferirem operações para o Reino Unido, que já possui acordos comerciais favoráveis.
  • O Reino Unido tem tarifas reduzidas de 10% sobre carros e as menores tarifas sobre importações de aço.
  • O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, estabeleceu um novo acordo comercial com a União Europeia para mitigar os efeitos do Brexit.
  • Especialistas alertam que a realocação de operações pode levar anos e que o Reino Unido ainda é mais forte em serviços financeiros do que em manufatura.

Em 2025, o cenário comercial global pode mudar drasticamente com a possibilidade de tarifas de 30% dos EUA sobre a UE, que devem entrar em vigor em agosto, caso não haja um acordo comercial. Essa situação pode levar empresas europeias a reconsiderar suas operações e até mesmo realocá-las para o Reino Unido, que já possui acordos comerciais vantajosos.

Após o referendo de 2016 que resultou na saída do Reino Unido da UE, muitas empresas transferiram suas operações para o continente europeu, impactando investimentos e empregos. Alex Altmann, parceiro da Lubbock Fine, afirma que o Reino Unido pode se beneficiar indiretamente se as tarifas dos EUA forem implementadas. Ele destaca que a diferença entre as tarifas do Reino Unido e da UE poderia incentivar empresas a expandirem suas operações no país.

O Reino Unido já possui um acordo comercial com os EUA que reduz tarifas sobre carros para 10% e oferece as menores tarifas sobre importações de aço. Além disso, o governo britânico, sob a liderança do primeiro-ministro Keir Starmer, estabeleceu um novo acordo comercial com a UE, buscando mitigar os efeitos negativos do Brexit.

Apesar das incertezas, a UE continua sendo o maior parceiro comercial do Reino Unido, representando mais de 50% do comércio britânico em bens em 2024. A migração de empresas financeiras para centros na UE, como Dublin e Frankfurt, não foi tão drástica quanto o previsto, mas ainda assim, muitos setores enfrentam desafios devido à nova burocracia pós-Brexit.

Contudo, especialistas alertam que a realocação de operações para o Reino Unido não ocorrerá rapidamente. Carsten Nickel, da Teneo, ressalta que a mudança de produção pode levar anos, e que o Reino Unido ainda se destaca mais em serviços financeiros do que em manufatura. A situação permanece fluida, e o impacto das tarifas dos EUA sobre a UE ainda é incerto, com a possibilidade de mudanças nas taxas antes da implementação.

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