- Seis estados americanos implementarão restrições ao uso do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) para a compra de refrigerantes a partir de 2026.
- Os estados que adotarão essa medida são Arkansas, Idaho, Iowa, Indiana, Nebraska e Utah.
- A proposta visa alinhar o SNAP à promoção da nutrição, segundo a deputada estadual republicana de Utah, Kristen Chevrier.
- Outros estados, como Colorado, também estão considerando restrições e propostas para expandir o SNAP a alimentos quentes.
- Especialistas alertam que a remoção de refrigerantes pode aumentar o estigma associado aos beneficiários do programa.
O Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) passará por mudanças significativas a partir de 2026, quando seis estados americanos implementarão restrições ao uso dos benefícios para a compra de refrigerantes. Arkansas, Idaho, Iowa, Indiana, Nebraska e Utah serão os primeiros a adotar essa medida, enquanto outros estados estão considerando propostas semelhantes.
Atualmente, o SNAP permite que mais de 40 milhões de americanos de baixa renda adquiram alimentos e bebidas, exceto álcool e pratos quentes. As novas restrições surgem em meio a um debate sobre saúde pública e o uso de recursos governamentais. A deputada estadual republicana de Utah, Kristen Chevrier, defende que a legislação busca alinhar o SNAP à sua missão de promover a nutrição, afirmando que financiar alimentos sem valor nutricional é um endosse a esses produtos.
Além da proibição de refrigerantes, alguns estados também estão considerando a exclusão de doces. O Colorado, o único estado sob controle democrata a solicitar uma isenção para excluir refrigerantes em 2025, propôs expandir o SNAP para incluir alimentos quentes de supermercados. O governador do Colorado, Jared Polis, acredita que aumentar o consumo de alimentos saudáveis é essencial.
Debate sobre o Controle Governamental
A discussão sobre o controle governamental sobre os gastos do SNAP levanta questões sobre a verdadeira missão do programa. Tom Vilsack, ex-secretário de Agricultura, enfatiza que o SNAP deve complementar o orçamento alimentar, não cobrir todas as despesas. Pesquisas indicam que famílias que participam do SNAP gastam cerca de 5% de seu orçamento alimentar com refrigerantes, um percentual ligeiramente superior ao de famílias que não participam do programa.
Embora a remoção de refrigerantes do SNAP possa desestimular a compra dessas bebidas, especialistas alertam que não há consenso sobre os efeitos na saúde pública. A professora Hilary Seligman destaca que o problema do consumo excessivo de refrigerantes não se restringe aos usuários do SNAP. A proposta de restrições pode aumentar o estigma associado a esses beneficiários, dificultando sua situação já vulnerável.
A secretária do Departamento de Agricultura, Brooke Rollins, apoia as mudanças, considerando-as experimentos inovadores em saúde pública. As isenções aprovadas até o momento são temporárias e precisam ser renovadas após um período piloto. A discussão continua, com a expectativa de que mais estados sigam essa tendência nos próximos anos.
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