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Haddad afirma que Pix pode ameaçar impérios financeiros, como o dos EUA

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende o Pix e critica investigações dos EUA como irracionais, reafirmando seu papel na inclusão financeira.

Haddad: defender sanções ao Brasil por uso do Pix no contexto de queda do uso dos cartões de crédito e débito é o mesmo que defender o telefone fixo em detrimento do celular (Foto: Diogo Zacarias/MF/Flickr/Divulgação)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o sistema de pagamentos instantâneos Pix em entrevista à rádio CBN.
  • Ele classificou as críticas do governo dos Estados Unidos como irracionais e comparou a resistência ao Pix à defesa de tecnologias ultrapassadas.
  • Haddad afirmou que o Pix não deve ser um ponto de discórdia nas negociações entre Brasil e EUA, ressaltando sua importância para a inclusão financeira.
  • O ministro também comentou sobre uma investigação norte-americana relacionada ao Pix, destacando que o sistema serve como modelo global de transações financeiras a custo zero.
  • Ele mencionou rumores sobre possíveis sanções ao Brasil, mas reafirmou que o país continuará nas negociações e mantém canais diplomáticos abertos com os EUA.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix, em resposta a críticas do governo dos Estados Unidos. Em entrevista à rádio CBN, Haddad classificou os questionamentos como irracionais e comparou a defesa de tecnologias ultrapassadas, como o telefone fixo, à resistência ao avanço do Pix.

Haddad destacou que o sistema não tem relação com o comércio internacional e não deveria ser um ponto de discórdia nas negociações entre Brasil e EUA. Ele afirmou que permitir que o Pix seja visto como uma ameaça ao “império americano” é um caminho perigoso. O ministro enfatizou a importância do sistema para a inclusão financeira, afirmando que ele barateia operações financeiras e promove a bancarização da população.

A declaração de Haddad surge em meio a uma investigação norte-americana que envolve o Pix sob o Capítulo 301, que trata de práticas comerciais consideradas ilegais. O ministro considerou surpreendente o desconforto em relação ao sistema, ressaltando que ele serve como um modelo global de transações financeiras a custo zero.

Além disso, Haddad mencionou que os rumores sobre possíveis sanções ao Brasil chegaram ao governo no último fim de semana, embora não haja confirmação oficial. Ele reafirmou que o Brasil não se afastará das negociações e que os canais diplomáticos com os EUA permanecem abertos, considerando a situação parte de um plano de contingência.

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