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Investidores utilizam ‘lei do poder’ para identificar startups com alto potencial

Startups precisam aprimorar suas narrativas para captar recursos, especialmente em comparação com as americanas, segundo Peter Specht.

Foto: Reprodução
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  • O conceito de “power law” no venture capital indica que uma pequena fração de investimentos gera a maior parte dos retornos.
  • Peter Specht, sócio-gerente da Creandum, afirmou que um ou dois grandes sucessos superam todas as outras apostas.
  • Ele destacou a importância de mostrar potencial de crescimento nas apresentações para atrair investidores.
  • A média do primeiro round de captação na Europa foi de US$ 1,4 milhão, enquanto nos Estados Unidos foi de US$ 3 milhões.
  • Harry Stebbings, fundador da 20VC, observou que fundadores americanos costumam ser mais ousados em suas pitches do que os europeus, que precisam melhorar suas narrativas.

Peter Specht, sócio-gerente da Creandum, destacou a relevância do conceito de “power law” no venture capital, que indica que uma pequena fração de investimentos gera a maior parte dos retornos. Em entrevista à CNBC, ele explicou que um ou dois grandes sucessos superam todas as outras apostas. Essa teoria, originada pelo economista italiano Vilfredo Pareto, sugere que 20% das iniciativas produzem 80% dos resultados.

Specht enfatizou que, para atrair investidores, as startups precisam demonstrar potencial de crescimento em suas apresentações. Ele comparou o cenário de captação de recursos entre startups europeias e americanas, revelando que a média do primeiro round de captação na Europa foi de US$ 1,4 milhão, enquanto nos EUA foi de US$ 3 milhões. Além disso, startups americanas têm o dobro de chances de levantar rodadas superiores a US$ 15 milhões.

Para convencer os investidores, é crucial que os fundadores mostrem como suas empresas podem se tornar definidoras de categoria. Isso envolve explicar a abordagem de mercado e a escalabilidade do produto. Ter um produto inicial ou feedback positivo de usuários pode ser um diferencial. Se o produto ainda não estiver disponível, é necessário apresentar evidências de que ele preenche uma lacuna no mercado.

Diferenças Culturais nas Pitches

Harry Stebbings, fundador da 20VC, observou que fundadores americanos tendem a ser mais ousados em suas apresentações do que os europeus. Ele argumentou que os europeus precisam melhorar suas narrativas e marketing pessoal, pois muitas vezes são excessivamente modestos. Stebbings criticou a inclusão de “slides de saída” nas pitches, considerando essa prática inadequada.

Specht, por sua vez, acredita que os fundadores europeus têm grandes ambições, mas podem aprimorar suas histórias. Ele ressaltou que a narrativa e a capacidade de venda são áreas onde os empreendedores europeus podem se desenvolver. A cultura de storytelling nos EUA é mais refinada, o que pode influenciar o sucesso na captação de recursos.

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