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BRB e Master discutem compra do banco em reunião com diretoria do BC

BRB e Banco Master discutem aquisição de 58% com Banco Central, enquanto problemas de documentação podem reduzir o escopo da operação.

Vista aérea da sede do Banco Central, em Brasília (Foto: Pedro Ladeira - 21.jun.24/Folhapress)
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  • O presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o banqueiro do Banco Master, Daniel Vorcaro, se reuniram com diretores do Banco Central em 22 de julho.
  • O encontro teve como objetivo discutir a aquisição de 58% do Banco Master, que enfrenta problemas de documentação.
  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicou que a operação pode ser menor do que o inicialmente previsto.
  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para investigar a cúpula do BRB, focando nas demonstrações financeiras de 2024.
  • A compra já recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas ainda aguarda o aval final do Banco Central.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, se reuniram nesta terça-feira (22) com diretores do Banco Central para discutir a aquisição de 58% do banco privado. O encontro, que incluiu diretores da área de fiscalização e organização do sistema financeiro, teve como foco a análise da documentação da operação.

A compra, inicialmente anunciada em março, enfrenta desafios. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia mencionado que o escopo da operação ainda estava sendo definido, o que pode resultar em uma fatia menor do que a prevista. Problemas de documentação foram identificados em ativos e passivos do Banco Master, o que pode levar à exclusão de alguns itens do perímetro da compra.

Além disso, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para investigar a cúpula do BRB, focando na elaboração das demonstrações financeiras de 2024. O balanço investigado revelou um lucro líquido recorrente de R$ 282 milhões, um aumento de 41% em relação ao ano anterior, impulsionado pela expansão da carteira de crédito.

A aprovação da compra pelo Cade já foi concedida, mas a operação ainda depende do aval final do Banco Central. As discussões em torno da aquisição geraram preocupações entre parlamentares do Distrito Federal e os principais bancos do país, refletindo a complexidade e a importância dessa transação no cenário financeiro nacional.

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