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Embraer celebra recorde de pedidos, mas tarifas ainda geram preocupação

Embraer registra backlog histórico de US$ 29,7 bilhões, mas incertezas sobre tarifas dos EUA podem afetar novos pedidos.

Foto: Reprodução
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  • A Embraer anunciou um backlog recorde de US$ 29,7 bilhões ao final do segundo trimestre de 2025, com crescimento de 40% em relação ao ano anterior.
  • O aumento foi impulsionado por novos pedidos, incluindo 60 aeronaves E175 pela SkyWest e 45 unidades do modelo E195-E2 pela SAS.
  • As ações da Embraer subiram 1,50%, cotadas a R$ 69,14, após a divulgação dos resultados.
  • Apesar do desempenho positivo, analistas alertam sobre incertezas relacionadas às tarifas de 50% que os Estados Unidos podem impor sobre importações brasileiras, o que poderia afetar metade da receita da empresa.
  • A Embraer divulgará seus resultados do segundo trimestre no dia 5 de agosto, e os analistas aguardam informações sobre o impacto das tarifas.

A Embraer (EMBR3) anunciou um backlog recorde de US$ 29,7 bilhões ao final do segundo trimestre de 2025, marcando um crescimento de 40% em relação ao ano anterior e de 13% na comparação trimestral. Este resultado superou a expectativa do Itaú BBA, que previa US$ 28,6 bilhões. O aumento é impulsionado por pedidos recentes, como os da SkyWest, que adquiriu 60 aeronaves E175, e da SAS, com 45 unidades do modelo E195-E2.

As ações da Embraer reagiram positivamente, subindo 1,50%, cotadas a R$ 69,14. Apesar do desempenho robusto, analistas permanecem cautelosos devido à incerteza em torno das tarifas de 50% que os Estados Unidos podem impor sobre importações brasileiras, o que poderia impactar metade da receita da empresa. O Itaú BBA destaca que, embora o crescimento do backlog seja um sinal positivo, as tarifas ainda geram um cenário de incerteza.

Desempenho por Segmento

O segmento de aviação comercial da Embraer apresentou um backlog de US$ 13,1 bilhões, o maior em oito anos, com um aumento de 31% no trimestre. O índice de pedidos sobre vendas (book-to-bill) alcançou 1,8 vez nos últimos 12 meses, refletindo uma demanda robusta. Na aviação executiva, a empresa entregou 25% da projeção anual no trimestre, superando a média dos últimos cinco anos.

No setor de Defesa e Segurança, a carteira de pedidos totalizou US$ 4,3 bilhões, um crescimento de 3% em relação ao trimestre anterior e o dobro em comparação ao ano passado. O Bradesco BBI destaca a escolha do C-390 pela Lituânia e a aquisição de mais aeronaves por Portugal como fatores que podem sustentar o crescimento do segmento.

Riscos e Incertezas

Apesar do crescimento expressivo, o Banco Safra alerta que o backlog da Embraer ainda não reflete o impacto potencial das tarifas dos EUA. Se as tarifas forem implementadas, a empresa poderá enfrentar um risco significativo na redução de novos pedidos. O BTG Pactual e o JPMorgan também expressaram preocupações semelhantes, ressaltando que a incerteza em torno das tarifas pode limitar a reação positiva das ações da Embraer no mercado.

A Embraer divulgará seus resultados do segundo trimestre no dia 5 de agosto, antes da abertura do mercado, e os analistas aguardam com expectativa os desdobramentos relacionados às tarifas e seu impacto nos resultados futuros.

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