- A co-fundadora da The Tote Library, Catalina Mendoza, anunciou a suspensão das vendas da marca de bolsas para os Estados Unidos.
- A decisão foi motivada pelo aumento das tarifas de importação, que chegaram a 145%.
- Desde a fundação em 2022, cerca de 50% da receita da empresa vinha do mercado americano.
- A marca investiu mais de US$ 32 mil em marketing e parcerias para conquistar o público dos EUA.
- A suspensão das vendas gera incertezas financeiras e prejudica a reputação da marca, além de afetar a capacidade de manter a equipe.
Catalina Mendoza, co-fundadora da The Tote Library, anunciou a suspensão das vendas da marca de bolsas para os Estados Unidos devido ao aumento das tarifas de importação, que subiram para 145%. Desde sua fundação em 2022, a empresa viu cerca de 50% de sua receita proveniente do mercado americano, o que torna essa decisão crítica para a saúde financeira do negócio.
A marca, que começou a ganhar destaque com campanhas no TikTok, investiu mais de US$ 32 mil em marketing e parcerias com influenciadores para conquistar o público norte-americano. Mendoza, que criou a empresa enquanto estudava arte na Alemanha, e seu marido planejavam expandir a presença da marca nos EUA, incluindo a abertura de um centro logístico para acelerar as entregas.
Com a suspensão das vendas, a Tote Library enfrenta desafios significativos. A dependência do mercado americano e a falta de investidores externos comprometeram o capital de giro, que já havia sido utilizado em gastos de marketing e distribuição. Mendoza expressou preocupação com a capacidade de manter a folha de pagamento da equipe, que conta com duas pessoas dedicadas ao marketing e mídias sociais.
Apesar de uma trégua temporária de 90 dias nas tarifas, a incerteza do cenário regulatório e a diminuição da confiança dos consumidores americanos dificultam a retomada das operações. Mendoza destacou que essa situação causou confusão entre os clientes e prejudicou a reputação da marca no mercado. A trajetória da The Tote Library ilustra os riscos associados à dependência de mercados únicos e a necessidade de diversificação em tempos de instabilidade econômica.
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