- O governo brasileiro anunciou a redução de R$ 20,6 bilhões no contingenciamento de gastos públicos.
- A economista Juliana Inhasz Kessler, professora do Insper, criticou a decisão, destacando incertezas sobre a arrecadação.
- Kessler alertou sobre os impactos da sobretaxa americana sobre produtos brasileiros e o otimismo excessivo nas projeções de receitas.
- Ela sugeriu que uma redução menos significativa do contingenciamento seria mais prudente, considerando fatores que podem afetar a arrecadação.
- O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, afirmou que os contingenciamentos podem ser revisados no futuro, se necessário.
O governo brasileiro enfrenta um cenário fiscal desafiador, com a recente redução de R$ 20,6 bilhões no contingenciamento de gastos públicos gerando críticas. A economista Juliana Inhasz Kessler, professora do Insper, expressou preocupação com a decisão, destacando a incerteza sobre a arrecadação e os impactos da sobretaxa americana sobre produtos brasileiros.
Durante a divulgação do Relatório de Despesas e Receitas do 3º bimestre, Kessler apontou que a equipe econômica demonstra um otimismo excessivo nas projeções de receitas. Ela enfatizou que a redução do contingenciamento em um momento de incertezas pode ser imprudente, especialmente considerando os efeitos ainda não totalmente avaliados da taxação americana. A economista ressaltou que é crucial considerar fatores que podem frustrar as expectativas de arrecadação, como a reforma do Imposto de Renda e os gastos tributários.
Análise das Receitas
Kessler também mencionou que o aumento das receitas provenientes da exploração de petróleo e gás, em meio à preparação para a COP 30 em Belém, pode contradizer a ambição do Brasil de liderar discussões sobre preservação ambiental e transição para uma economia mais sustentável. O secretário de Orçamento Federal, Clayton Montes, lembrou que os contingenciamentos podem ser revisados futuramente, caso necessário.
A economista defendeu que uma redução menos significativa do contingenciamento poderia ser mais prudente, reforçando o compromisso fiscal do governo. Embora não tenha um número exato para sugerir, Kessler indicou que a avaliação das projeções de receita na próxima quinta-feira será fundamental para determinar um valor mais adequado.
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