- Paul Krugman, economista e vencedor do Prêmio Nobel, elogiou o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, em um artigo recente.
- Ele questionou se o Brasil “inventou o futuro do dinheiro”, destacando que 93% dos adultos brasileiros utilizam o sistema.
- Em comparação, apenas 2% dos americanos usaram criptomoedas para pagamentos em 2024.
- Krugman criticou a legislação americana, chamada Genius Act, que regulamenta as stablecoins e impede a criação de uma moeda digital pelo Federal Reserve.
- O Brasil planeja lançar uma moeda digital, o Drex, e Krugman acredita que o modelo brasileiro pode servir de referência para sistemas de pagamento mais inclusivos globalmente.
Paul Krugman, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, elogiou o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, em um artigo recente, questionando se o Brasil realmente “inventou o futuro do dinheiro”. O texto foi publicado em meio a críticas à resistência dos Estados Unidos em adotar uma moeda digital do banco central (CBDC) e à recente investigação do governo americano sobre o sistema brasileiro.
Krugman destacou que o Pix, lançado em 2020, já é utilizado por 93% dos adultos brasileiros, enquanto apenas 2% dos americanos usaram criptomoedas para pagamentos em 2024. Ele comparou o sistema brasileiro a uma versão pública do Zelle, que é operado por bancos privados nos EUA, ressaltando que o Pix oferece transações instantâneas e custos muito mais baixos.
Críticas às Políticas Americanas
O economista criticou a aprovação do Genius Act nos EUA, que regulamenta as stablecoins e impede o Federal Reserve de explorar a criação de uma moeda digital. Segundo Krugman, essa legislação pode facilitar fraudes financeiras e reflete o medo dos republicanos de que uma moeda digital pública possa ameaçar o setor bancário privado.
Krugman argumentou que o Pix demonstra que é possível criar um sistema de pagamento público eficiente. As taxas de transação do Pix são de apenas 0,33% para empresas e gratuitas para indivíduos, em contraste com as taxas superiores a 1% para cartões de débito e até 2,34% para cartões de crédito.
O Futuro dos Pagamentos
O economista também mencionou que o Brasil está planejando lançar uma CBDC, o Drex, como parte de sua evolução no sistema de pagamentos digitais. Ele observou que a economia política brasileira é diferente da americana, permitindo inovações que enfrentam menos resistência de grupos de interesse.
Krugman concluiu que, enquanto outros países podem aprender com o sucesso do Brasil, os Estados Unidos provavelmente continuarão a ser influenciados por interesses corporativos e a desconfiança em relação a soluções governamentais. O modelo brasileiro pode servir como referência para a criação de sistemas de pagamento mais inclusivos e eficientes globalmente.
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