- O Atlético Mineiro, que adotou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em julho de 2023, enfrenta dificuldades financeiras.
- A dívida do clube aumentou para R$ 1,4 bilhão, um crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior.
- Atrasos no pagamento de salários geraram tensões, levando o atacante Rony a solicitar a rescisão de seu contrato na Justiça do Trabalho.
- Outros jogadores, como Gustavo Scarpa e Guilherme Arana, também notificaram o clube sobre atrasos, mas não tomaram medidas legais.
- A diretoria se reunirá com o elenco antes do jogo contra o Bucaramanga, na Copa Sul-Americana, para tentar resolver as pendências financeiras.
O Atlético Mineiro, que adotou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em julho de 2023, enfrenta sérias dificuldades financeiras. O clube, que buscava profissionalizar sua gestão e reduzir dívidas, agora acumula um passivo de R$ 1,4 bilhão, um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior.
Recentemente, o atraso no pagamento de salários gerou tensões entre os jogadores. O atacante Rony, que se juntou ao time no início do ano, chegou a solicitar a rescisão de seu contrato na Justiça do Trabalho, alegando atrasos em FGTS e direitos de imagem. O clube, por sua vez, afirmou que os salários estão em dia, exceto por uma pequena pendência de direitos de imagem.
Crise de Confiança
Outros atletas, como Gustavo Scarpa e Guilherme Arana, também notificaram o clube sobre atrasos, embora não tenham tomado medidas legais. Arana expressou em redes sociais a intenção de resolver a situação de forma pacífica, destacando a relação de respeito com o Atlético. Após negociações, Rony retirou seu pedido de rescisão, acreditando que os pagamentos seriam regularizados.
Rubens Menin, principal investidor da SAF, garantiu que todas as pendências seriam resolvidas. Ele enfatizou que o Atlético tem responsabilidades que honrará, além de um projeto de longo prazo em desenvolvimento. No entanto, a situação financeira do clube continua preocupante, com gastos excessivos em contratações e uma folha salarial que chega a R$ 300 milhões.
Alerta para o Futuro
Cesar Grafietti, economista da consultoria Convocados, alertou que, mesmo com um aporte inicial de R$ 913 milhões, o clube não conseguiu controlar seus gastos. A combinação de dívidas crescentes e receitas insuficientes pode levar a uma crise ainda mais profunda. Grafietti destacou que a experiência do Atlético serve como um aviso para outros clubes que adotaram o modelo SAF, como o Vasco e o Cruzeiro, que também enfrentam dificuldades financeiras.
A diretoria do Atlético se reunirá com o elenco antes do jogo contra o Bucaramanga, pela Copa Sul-Americana, na tentativa de resolver as pendências e restaurar a confiança entre jogadores e gestão. A situação atual do clube é um reflexo das complexidades financeiras que muitos times brasileiros enfrentam, levantando questões sobre a eficácia do modelo SAF na gestão do futebol nacional.
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