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Beijing enfrenta desafios além da deflação, alerta newsletter da CNBC

China enfrenta desafios econômicos com foco em reformas e inovação, enquanto busca priorizar consumo no novo plano quinquenal.

Vista aérea de um morador secando folhas de palmeira chinesa em 21 de julho de 2025 em Neijiang, província de Sichuan, China. (Foto: Vcg | Visual China Group | Getty Images)
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  • A economia da China enfrenta desaceleração e pressões deflacionárias, com foco em reformas institucionais e inovação tecnológica.
  • O presidente da República, Xi Jinping, anunciou a necessidade de reformar a avaliação de desempenho dos oficiais do governo, priorizando o consumo em vez de investimentos.
  • Essas mudanças são preparatórias para o 15º plano quinquenal, que abrangerá o período de 2026 a 2030.
  • Economistas da Universidade de Pequim alertam que a China precisa de reformas estruturais para aumentar a produtividade, que deve crescer pelo menos 2%.
  • O governo busca reduzir a desigualdade de renda e aumentar o consumo, enquanto enfrenta desafios como a supercapacidade em setores-chave e a concorrência no mercado de veículos elétricos.

A economia da China enfrenta desafios significativos, como a desaceleração do crescimento e pressões deflacionárias. O presidente Xi Jinping destacou a necessidade de reformar a avaliação de desempenho dos oficiais do governo, priorizando o consumo em vez de investimentos. Essas mudanças são cruciais à medida que o país se prepara para o 15º plano quinquenal, que abrangerá o período de 2026 a 2030.

Economistas, incluindo especialistas da Universidade de Pequim, alertam que a China precisa de reformas mais profundas, além de estímulos de curto prazo. A queda nos preços sinaliza a urgência de mudanças estruturais. O crescimento da produtividade total é um foco central, com a expectativa de que aumente em pelo menos 2%. O professor Liu Qiao enfatiza que a inovação tecnológica e as reformas institucionais são essenciais para esse crescimento.

Reformas e Desafios

A avaliação atual do desempenho dos oficiais, que prioriza o crescimento do PIB e grandes projetos, tem contribuído para problemas de supercapacidade. A economista da Goldman Sachs, Hui Shan, aponta que a estrutura de incentivos para os oficiais locais precisa ser ajustada para resolver essas questões. A China busca um desenvolvimento de alta qualidade, mas ainda se preocupa com a meta de crescimento do PIB, que deve ser reduzida para 4,5% a 5%.

Além disso, o governo está focado em reduzir a desigualdade de renda entre áreas urbanas e rurais, promovendo a prosperidade comum. Essa estratégia visa aumentar o consumo e apoiar os 255 milhões de cidadãos que enfrentam dificuldades econômicas. Embora as autoridades tenham intensificado os planos de apoio ao emprego e ao bem-estar social, ainda não foram implementadas transferências em massa de dinheiro, como ocorreu em outros países.

Expectativas Futuras

Os membros do Partido Comunista Chinês se reunirão em uma reunião do Politburo para discutir a economia até o final do mês. As expectativas em relação a novas medidas de estímulo são moderadas, uma vez que o foco já está voltado para o planejamento dos próximos cinco anos. A China deve continuar a priorizar o consumo, enquanto enfrenta os riscos associados à flexibilização do controle estatal.

A gestão da supercapacidade em setores-chave, como solar e aço, permanece uma preocupação. A China também está atenta à concorrência no setor de veículos elétricos, buscando regular a guerra de preços. A incerteza econômica persiste, com a manutenção das taxas de juros em meio a um sentimento do consumidor ainda fraco.

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