- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou a intenção de avançar nas negociações comerciais com a China.
- Ele destacou a possibilidade de um “grande e lindo reequilíbrio” econômico entre os dois países.
- Bessent mencionou questões a serem discutidas, como compras de petróleo e restrições a funcionários americanos.
- O prazo para um acordo pode ser estendido em até noventa dias, se necessário.
- Ele também abordou a importância de restabelecer acordos de compras em áreas como agricultura e a questão das cadeias de suprimentos.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, anunciou que o país busca avançar nas negociações comerciais com a China, destacando a possibilidade de um “grande e lindo reequilíbrio” econômico. Em entrevista à Bloomberg TV, Bessent afirmou que ambos os países estão em uma “boa posição” para discutir questões cruciais, como compras de petróleo e restrições a funcionários americanos.
Bessent sugeriu que o prazo para um acordo pode ser estendido em até 90 dias, se necessário. Ele enfatizou a necessidade de a China reestruturar sua economia, tornando-se mais consumidora e reduzindo sua participação de 30% na indústria global, que, segundo ele, não é sustentável. O secretário também mencionou a intenção de restabelecer acordos de compras com a China em áreas como agricultura.
O secretário do Tesouro lembrou que os chineses cumpriram um acordo semelhante durante o governo de Donald Trump, que não foi mantido na gestão de Joe Biden. Ele destacou a importância de retomar as negociações, afirmando que “estamos de volta nas negociações”.
Além disso, Bessent abordou a questão das cadeias de suprimentos, afirmando que os EUA não buscam um desacoplamento total da economia chinesa, mas sim reduzir riscos. Ele minimizou preocupações sobre a retomada das exportações de semicondutores, afirmando que não acredita que isso represente riscos à segurança nacional.
Entre os tópicos a serem discutidos nas negociações, Bessent mencionou a decisão da China de impedir a saída de um banqueiro americano do Wells Fargo e de um funcionário do Departamento do Comércio dos EUA. Ele também pretende abordar as compras chinesas de petróleo da Rússia e do Irã.
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