- O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) arquivou uma investigação sobre práticas de negociação de conteúdo entre Globo, Disney e Warner.
- A apuração foi iniciada em 2019 a pedido da Agência Nacional de Cinema (Ancine), que alegava que a exclusividade em streaming prejudicava operadoras de TV por assinatura.
- O Cade concluiu que não havia ilegalidade nas ações das empresas, que se adaptaram às mudanças no mercado audiovisual.
- O relatório destacou que a audiência da TV por assinatura caiu para apenas 8%, enquanto os serviços de streaming alcançaram 32,7%.
- As operadoras, como Claro, estão se reinventando e oferecendo assinaturas diretas de plataformas de streaming para atender à demanda dos consumidores.
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu arquivar, no início de julho, uma investigação que envolvia as empresas Globo, Disney e Warner. A apuração, iniciada em 2019 a pedido da Ancine (Agência Nacional de Cinema), questionava práticas de negociação de conteúdo que poderiam prejudicar as operadoras de TV por assinatura no Brasil.
A Ancine alegava que a exclusividade de produtos, como jogos de futebol, oferecidos apenas por streaming, impactava negativamente as operadoras, como Claro e Sky. Durante a investigação, as empresas começaram a disponibilizar conteúdo exclusivo em suas plataformas, o que levou a Ancine a considerar a conduta ilegal e prejudicial ao mercado.
No entanto, o Cade concluiu que não havia ilegalidade nas ações das empresas. Em seu relatório final, o órgão afirmou que as companhias apenas se adaptaram a uma transformação estrutural no mercado audiovisual. O Cade destacou que o crescimento dos serviços de streaming no Brasil alterou as relações de poder entre os agentes tradicionais do setor.
Mudanças no Mercado
O relatório do Cade também observou que as operadoras de TV por assinatura estão se reinventando. Muitas delas, como a Claro, passaram a oferecer assinaturas diretas de plataformas de streaming, como Netflix e Globoplay. Essa mudança reflete uma adaptação às novas demandas dos consumidores, que buscam serviços sob demanda.
Atualmente, a participação da TV por assinatura na audiência total é de apenas 8%, enquanto os serviços de streaming já alcançam 32,7%. Essa dinâmica evidencia a necessidade de adaptação das operadoras e das empresas de conteúdo em um mercado em constante evolução.
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