- O financiamento global para saúde deve cair para US$ 38,4 bilhões em 2025, o menor valor em 16 anos.
- Essa quantia representa uma redução de 22% em relação aos US$ 49,6 bilhões de 2024 e 52% em comparação aos US$ 80,3 bilhões de 2021.
- Os cortes de ajuda externa, especialmente dos Estados Unidos, são os principais responsáveis pela diminuição.
- A ajuda dos EUA deve cair 67% em 2025, totalizando US$ 9,5 bilhões. Outros países, como Reino Unido, França, Alemanha e Finlândia, também anunciaram cortes significativos.
- A África Subsaariana é a região mais afetada, com a possibilidade de mais de 14 milhões de mortes entre populações vulneráveis devido a esses cortes.
O financiamento global para saúde deve cair para US$ 38,4 bilhões em 2025, o menor valor em 16 anos, conforme estudo publicado na revista *The Lancet*. Essa cifra representa uma queda de 22% em relação aos US$ 49,6 bilhões de 2024 e 52% em comparação ao pico de US$ 80,3 bilhões em 2021, durante a pandemia de Covid-19. Os cortes de ajuda externa, especialmente dos Estados Unidos, são os principais responsáveis pela diminuição.
A previsão indica que a ajuda dos EUA deve cair 67% em 2025, totalizando US$ 9,5 bilhões. Além dos EUA, outros países como Reino Unido, França, Alemanha e Finlândia também anunciaram cortes significativos. O Reino Unido, por exemplo, reduzirá sua contribuição de US$ 2 bilhões para US$ 1,2 bilhão. Esses cortes podem resultar em mais de 14 milhões de mortes entre populações vulneráveis, segundo a pesquisa.
Impactos Regionais
A África Subsaariana é a região mais afetada, com países como Congo, Sudão do Sul e Zâmbia enfrentando os maiores desafios. A pesquisa destaca que, embora alguns países tenham se comprometido a aumentar os gastos internos em saúde, isso pode não ser suficiente para compensar a lacuna deixada pelos cortes.
Angela Esi Apeagyei, professora assistente no Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde, explica que o estudo foi ampliado para incluir estimativas até 2025 devido aos cortes anunciados. Os dados foram coletados de fontes públicas e documentos orçamentários, refletindo a gravidade da situação.
Necessidade de Ação
Os autores do estudo alertam que, sem um planejamento estratégico e aumento do investimento doméstico, os avanços em saúde global podem ser revertidos. A situação é dinâmica, com cortes e respostas sendo anunciados frequentemente, o que torna as estimativas ainda mais desafiadoras. A pesquisa visa fornecer um panorama abrangente que possa orientar a alocação de recursos limitados em saúde.
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