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Financiamento para saúde global deve registrar menor valor desde 2009

Cortes nos financiamentos globais para saúde podem resultar em mais de 14 milhões de mortes entre populações vulneráveis até 2025.

Enfermeira tira amostra sanguínea para teste de HIV em Joanesburgo, na África do Sul (Foto: Siphiwe Sibeko - 14.mai.25/Reuters)
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  • O financiamento global para saúde deve cair para US$ 38,4 bilhões em 2025, o menor valor em 16 anos.
  • Essa quantia representa uma redução de 22% em relação aos US$ 49,6 bilhões de 2024 e 52% em comparação aos US$ 80,3 bilhões de 2021.
  • Os cortes de ajuda externa, especialmente dos Estados Unidos, são os principais responsáveis pela diminuição.
  • A ajuda dos EUA deve cair 67% em 2025, totalizando US$ 9,5 bilhões. Outros países, como Reino Unido, França, Alemanha e Finlândia, também anunciaram cortes significativos.
  • A África Subsaariana é a região mais afetada, com a possibilidade de mais de 14 milhões de mortes entre populações vulneráveis devido a esses cortes.

O financiamento global para saúde deve cair para US$ 38,4 bilhões em 2025, o menor valor em 16 anos, conforme estudo publicado na revista *The Lancet*. Essa cifra representa uma queda de 22% em relação aos US$ 49,6 bilhões de 2024 e 52% em comparação ao pico de US$ 80,3 bilhões em 2021, durante a pandemia de Covid-19. Os cortes de ajuda externa, especialmente dos Estados Unidos, são os principais responsáveis pela diminuição.

A previsão indica que a ajuda dos EUA deve cair 67% em 2025, totalizando US$ 9,5 bilhões. Além dos EUA, outros países como Reino Unido, França, Alemanha e Finlândia também anunciaram cortes significativos. O Reino Unido, por exemplo, reduzirá sua contribuição de US$ 2 bilhões para US$ 1,2 bilhão. Esses cortes podem resultar em mais de 14 milhões de mortes entre populações vulneráveis, segundo a pesquisa.

Impactos Regionais

A África Subsaariana é a região mais afetada, com países como Congo, Sudão do Sul e Zâmbia enfrentando os maiores desafios. A pesquisa destaca que, embora alguns países tenham se comprometido a aumentar os gastos internos em saúde, isso pode não ser suficiente para compensar a lacuna deixada pelos cortes.

Angela Esi Apeagyei, professora assistente no Instituto de Métricas e Avaliação de Saúde, explica que o estudo foi ampliado para incluir estimativas até 2025 devido aos cortes anunciados. Os dados foram coletados de fontes públicas e documentos orçamentários, refletindo a gravidade da situação.

Necessidade de Ação

Os autores do estudo alertam que, sem um planejamento estratégico e aumento do investimento doméstico, os avanços em saúde global podem ser revertidos. A situação é dinâmica, com cortes e respostas sendo anunciados frequentemente, o que torna as estimativas ainda mais desafiadoras. A pesquisa visa fornecer um panorama abrangente que possa orientar a alocação de recursos limitados em saúde.

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