- A Vale (VALE3) divulgou sua prévia operacional do segundo trimestre de 2025, com produção de minério de ferro 2% acima das expectativas, totalizando entre 325 e 335 milhões de toneladas anuais.
- Apesar do aumento na produção, as vendas caíram, refletindo uma demanda fraca e uma mudança na estratégia da empresa, que prioriza produtos de menor custo.
- O desempenho em cobre e níquel foi positivo, com produção superando as expectativas em 3%, sendo a maior desde 2021 e 2019, respectivamente.
- O preço realizado do minério foi de US$ 85,1 por tonelada, ligeiramente acima das previsões, mas inferior ao ano anterior.
- Os analistas permanecem cautelosos, com previsões de preços mais fracos para o segundo semestre de 2025, enquanto o Goldman Sachs mantém recomendação de compra, com preço-alvo de US$ 15,50 por ADR.
A Vale (VALE3) divulgou, na noite de terça-feira, 22, sua prévia operacional do segundo trimestre de 2025, apresentando crescimento de 2% na produção de minério de ferro, superando as expectativas do mercado. No entanto, as vendas caíram, refletindo uma demanda fraca e uma mudança na estratégia da empresa, que prioriza produtos de menor custo.
Os analistas do BTG Pactual destacaram que a produção de minério de ferro alcançou 325 a 335 milhões de toneladas anuais, mas a queda nos embarques e nos preços por tonelada indicam um cenário desafiador. A estratégia da Vale de focar em pellet feed em vez de pelotas é uma resposta à demanda por minérios de maior qualidade. A XP Investimentos avaliou os resultados como neutros, ressaltando a diversificação do portfólio da mineradora.
Desempenho em Metais Básicos
Os números também mostraram um desempenho positivo em cobre e níquel, com produção superando as expectativas em 3%. A produção de níquel e cobre foi a maior desde 2021 e 2019, respectivamente. O Bradesco BBI reiterou sua recomendação de compra, destacando que a produção de iodetos de níquel no Sistema Norte atingiu o maior nível desde 2021, apesar da queda nas vendas.
O Morgan Stanley projetou um EBITDA de US$ 3,15 bilhões para o trimestre, em linha com as expectativas, apesar da redução nas remessas de pelotas. O preço realizado do minério foi de US$ 85,1 por tonelada, ligeiramente acima das previsões, mas ainda inferior ao ano anterior. O Itaú BBA também manteve sua recomendação de compra, com um preço-alvo de US$ 13 por ADR.
Expectativas Futuras
Os analistas permanecem cautelosos quanto ao futuro da Vale, com o BTG Pactual prevendo revisões negativas para o segundo semestre de 2025, à medida que os investidores ajustam suas expectativas a um cenário de preços mais fracos. O banco estima que o minério de ferro deve ser negociado a US$ 95 a tonelada em 2025 e US$ 85 em 2026. Em contrapartida, o Goldman Sachs vê métricas operacionais promissoras e mantém sua recomendação de compra, com um preço-alvo de US$ 15,50 por ADR, indicando um potencial de alta de 49,75%.
Os resultados completos do segundo trimestre serão divulgados no próximo dia 31 de julho.
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