- A China anunciou um plano de investimento de US$ 9 bilhões na América Latina.
- A Colômbia se juntou à Iniciativa Cinturão e Rota, segundo o embaixador chinês na Colômbia, Zhu Jingyang.
- Desde 2005, a China investiu quase US$ 60 bilhões na Venezuela e, até o final de 2023, o investimento direto na América Latina deve atingir US$ 600,8 bilhões.
- Os setores de interesse para o investimento chinês incluem infraestrutura, energia renovável, mineração e tecnologia.
- A guerra comercial entre os EUA e a China influencia a dinâmica de investimentos na região, com a China se tornando um competidor crescente.
A China intensificou sua estratégia comercial na América Latina, anunciando um plano de investimento de US$ 9 bilhões e a adesão da Colômbia à Iniciativa Cinturão e Rota. O embaixador chinês na Colômbia, Zhu Jingyang, destacou que a abordagem da China é abrangente, englobando dimensões econômicas, tecnológicas e políticas.
Nos últimos anos, a América Latina emergiu como um foco estratégico para a China, especialmente após a guerra comercial iniciada por Donald Trump. O embaixador afirmou que a China visa promover a globalização econômica e a abertura de alto nível, importando mais produtos de qualidade da região. Desde 2005, a China injetou quase US$ 60 bilhões na Venezuela, consolidando-se como um importante parceiro comercial.
Até o final de 2023, o investimento direto da China na América Latina alcançou US$ 600,8 bilhões, com o comércio bilateral previsto para ultrapassar US$ 518,4 bilhões em 2024. A Câmara de Comércio e Investimento Colômbia-China ressaltou que a diversificação das fontes de comércio é uma prioridade para ambos os lados, com a China estabelecendo parcerias estratégicas com 16 dos 26 países da região.
Setores de Interesse
Os setores mais atraentes para o investimento chinês incluem infraestrutura, energia renovável, mineração e tecnologia. O presidente da Câmara Colombiana-Chinesa mencionou o crescente interesse de empresas chinesas em setores como mineração de cobre e lítio. A Colômbia se destaca como uma porta de entrada para investimentos, com cerca de 150 empresas chinesas registradas no país.
A recente visita do presidente Gustavo Petro à China e a adesão à Iniciativa Cinturão e Rota são marcos importantes nas relações bilaterais. A China, por sua vez, apoia a soberania dos países latino-americanos, buscando aprofundar sua influência na região sem se posicionar como uma alternativa aos Estados Unidos.
Dinâmica Regional
A guerra comercial entre os EUA e a China tem moldado a dinâmica de investimentos na América Latina. A pressão dos EUA para que países da região rejeitem investimentos chineses contrasta com o crescente interesse por parte de governos de diferentes espectros políticos em receber capital chinês. A China continua a ver oportunidades de expandir sua presença na região, especialmente em setores estratégicos e de alta tecnologia.
A Cepa revelou que, apesar de os EUA serem o maior investidor na América Latina, a China tem se mostrado um competidor crescente, com 102 projetos anunciados em 2024, o segundo maior número desde 2005. A reaproximação da China com a América Latina ocorre em um contexto de crescente hostilidade, mas também de novas oportunidades comerciais.
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