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PF investiga rota do dinheiro de ataque hacker que afetou sistema Pix e fintechs

Polícia Federal investiga ligação entre assessor parlamentar e desvio de R$ 800 milhões da empresa C&M, com prisões e recuperação de valores.

Dinheiro apreendido pela Polícia Federal em investigação sobre Pix (Foto: Divulgação/PF)
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  • A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo investigam um ataque cibernético que desviou R$ 800 milhões da empresa C&M, que intermedia transações do sistema Pix.
  • João Nazareno Roque, operador de tecnologia da informação, foi preso por vender acesso ao sistema a hackers por R$ 15 mil.
  • Jackson Aquino de Souza, assessor parlamentar em Roraima, foi detido após sacar R$ 700 mil, alegando não saber a origem do dinheiro, que está vinculado a garimpeiros e fintechs.
  • A PF rastreou que R$ 2,6 milhões foram enviados a Souza por um garimpeiro venezuelano, e ele pode ser acusado de lavagem de dinheiro.
  • O ataque à C&M é um dos maiores do sistema financeiro brasileiro, e a PF já prendeu outros dois suspeitos e recuperou R$ 5,5 milhões do montante desviado.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo estão investigando um ataque cibernético que desviou R$ 800 milhões da empresa C&M, responsável por intermediar transações do sistema Pix. O operador de tecnologia da informação, João Nazareno Roque, foi preso por facilitar o acesso ao sistema, vendendo suas credenciais a hackers por R$ 15 mil.

Recentemente, Jackson Aquino de Souza, assessor parlamentar em Roraima, foi detido após sacar R$ 700 mil em uma agência bancária. Ele alegou desconhecimento sobre a origem do dinheiro, que está ligado a transações envolvendo garimpeiros e fintechs. A PF rastreou que parte do montante desviado foi transferido para sua conta após passar por instituições de criptomoedas e fintechs.

As investigações revelaram que R$ 2,6 milhões foram enviados a Souza por um garimpeiro venezuelano, identificado como “Dionny”, que pretendia comprar uma fazenda. A PF considera que Souza pode ser acusado de lavagem de dinheiro, devido à sua “cegueira deliberada” sobre a origem ilícita dos recursos. A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva.

Desdobramentos da Operação

O ataque à C&M é considerado um dos maiores do sistema financeiro brasileiro. A empresa confirmou que o incidente ocorreu por meio de engenharia social, sem violação de seus sistemas. A PF já prendeu outros dois suspeitos em Goiás e Pará, e recuperou R$ 5,5 milhões do montante desviado.

Além disso, a PF e o MP-SP estão apurando a possibilidade de uma organização criminosa por trás do ataque. O caso segue em sigilo, e a defesa de Roque e Souza ainda não se manifestou publicamente. As investigações continuam em busca de outros envolvidos e para esclarecer a extensão da fraude.

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