- A Toyota anunciou que espera uma melhora nas relações comerciais entre Japão e Estados Unidos após um acordo que reduz tarifas de importação de veículos e peças de 25% para 15%.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou o pacto comercial, que foi bem recebido pela montadora.
- As ações da Toyota subiram 14,3% na Bolsa de Tóquio, atingindo um pico de 16,4%, a maior valorização intradiária desde mil novecentos e oitenta e sete.
- O impacto financeiro das tarifas foi revisado para ¥1,9 trilhão, uma redução em relação à projeção anterior de ¥3,5 trilhões.
- O setor automotivo representa cerca de um terço das exportações do Japão para os Estados Unidos e gera aproximadamente 10% do PIB nacional.
A Toyota anunciou, nesta quinta-feira, 24, que espera uma melhora nas relações comerciais entre Japão e Estados Unidos, após um acordo que reduz as tarifas de importação de veículos e peças de 25% para 15%. A declaração ocorreu um dia após o presidente Donald Trump divulgar o pacto comercial, que foi bem recebido pela montadora.
As ações da Toyota tiveram um desempenho notável na Bolsa de Tóquio, com uma alta de 14,3% na quarta-feira, 23, e um pico de 16,4% durante o pregão, marcando a maior valorização intradiária desde 1987. Embora os papéis tenham recuado 0,35% nesta quinta-feira, encerrando a ¥2.844,50, a montadora ainda acumula uma queda de 9,6% no ano.
Impacto Financeiro
Com as tarifas mais altas, a Toyota se preparava para um impacto financeiro de até ¥180 bilhões (aproximadamente R$ 6,62 bilhões). Contudo, com a nova alíquota, o impacto bruto para a indústria foi revisado para ¥1,9 trilhão (R$ 71,2 bilhões), segundo estimativas do Goldman Sachs Japan, uma redução em relação à projeção anterior de ¥3,5 trilhões (R$ 131,2 bilhões).
O setor automotivo é crucial para a economia japonesa, representando cerca de um terço das exportações do país para os EUA e gerando aproximadamente 10% do PIB nacional. O ministro da Revitalização Econômica do Japão, Ryosei Akazawa, classificou as tarifas americanas como “inaceitáveis” e ressaltou que o setor já contribuiu com mais de US$ 60 bilhões em investimentos e 2,3 milhões de empregos nos Estados Unidos.
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