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Concessionária francesa é indiciada por danos causados por airbag defeituoso

Concessionária é indiciada na França por não informar motorista sobre recall de airbag, resultando em ferimentos. Primeiro caso criminal do escândalo.

Concessionária francesa de automóveis é indiciada por lesões causadas por airbag (Foto: Joe Raedle/AFP)
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  • Uma concessionária de automóveis na França foi indiciada por não informar um motorista sobre um recall de seu veículo.
  • O recall foi devido a um airbag defeituoso da Takata, que causou ferimentos ao motorista.
  • Esta é a primeira acusação criminal relacionada ao escândalo de recalls de airbags na França.
  • Desde 2014, diversos modelos de carros enfrentam recalls por causa dos airbags da Takata, que já resultaram em pelo menos dezoito mortes no país.
  • A defesa da concessionária argumenta que não tinha acesso às informações de contato dos clientes, pois a empresa havia sido adquirida por outra.

Uma concessionária de automóveis na França foi indiciada por não informar um motorista sobre um recall de seu veículo, resultando em ferimentos causados por um airbag defeituoso da Takata. Esta é a primeira acusação criminal relacionada ao escândalo de recalls no país.

Desde 2014, diversos modelos de carros na França enfrentam recalls devido a airbags da Takata, que podem causar ferimentos graves ou até mortes. Estima-se que pelo menos 18 pessoas tenham falecido na França devido a esses dispositivos defeituosos. Em junho, um recall abrangente afetou 1,7 milhão de veículos, que foram retirados de circulação até que os airbags fossem substituídos.

A investigação atual se concentra na concessionária, que não notificou o proprietário do veículo sobre o recall. O advogado da empresa argumenta que não tinha acesso às informações de contato dos clientes, uma vez que a concessionária havia sido adquirida por outra. A defesa também alega que, em 2020, a gravidade do risco representado pelos airbags não era amplamente conhecida.

O escândalo dos airbags da Takata levou à falência da empresa em 2018 e afetou montadoras em todo o mundo, resultando no recall de milhões de veículos. Embora a apresentação de acusações criminais não garanta que o caso vá a tribunal, a situação destaca a gravidade das falhas de segurança automotiva e a responsabilidade das concessionárias em informar os consumidores.

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