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Ex-diretor do Itaú busca R$ 15 milhões após ser acusado de fraude no banco

Ex-diretor financeiro do Itaú, Alexsandro Broedel, contesta acusações de fraude e busca R$ 15,5 milhões em remuneração.

Alexsandro Broedel durante audiência no Senado (Foto: Sergio Lima - 15.dez.2009/Folhapress)
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  • Alexsandro Broedel, ex-diretor financeiro do Itaú, foi demitido após ser acusado de fraude e enfrenta um processo judicial.
  • O banco alega que ele violou políticas internas e teve conflito de interesses ao trabalhar com o contador Eliseu Martins.
  • Broedel se declara vítima de uma “história mentirosa” e busca R$ 15,5 milhões em remuneração variável, que o Itaú não pagou devido a alegações de descumprimento de regras.
  • A defesa de Broedel destaca um acordo entre o Itaú e Martins, que envolveu o pagamento de R$ 2,5 milhões para encerrar um processo sobre pareceres contábeis não entregues.
  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo para investigar o caso, que gerou repercussão no mercado financeiro.

O ex-diretor financeiro do Itaú, Alexsandro Broedel, enfrenta acusações de fraude que resultaram em sua demissão e em um processo judicial. O banco alega que ele violou políticas internas e teve um grave conflito de interesses ao colaborar com o contador Eliseu Martins.

Broedel, que se declara vítima de uma “história mentirosa”, está preparando sua defesa e busca receber R$ 15,5 milhões em remuneração variável. Ele argumenta que o Itaú não pagou essa quantia devido a alegações de descumprimento de regras de quarentena. A defesa também destaca um acordo recente entre o Itaú e Martins, que envolveu o pagamento de R$ 2,5 milhões para encerrar um processo sobre pareceres contábeis não entregues.

Acordo e Implicações

O acordo entre o Itaú e Martins é um ponto central na defesa de Broedel. A defesa argumenta que o recuo do banco em relação às acusações contra os filhos de Martins, que também foram implicados, indica que as acusações contra Broedel são infundadas. O Itaú, por sua vez, afirma que a ação judicial é baseada em evidências concretas, e que Broedel omitiu sua sociedade com Martins em formulários de compliance.

O banco alega que Broedel se beneficiou de pagamentos indevidos, recebendo 40% dos valores pagos a uma empresa de consultoria, a Care Consultores. A defesa do ex-executivo contesta essa afirmação, alegando que as transferências eram acertos de negócios legítimos.

Repercussões e Próximos Passos

A situação de Broedel gerou repercussão significativa no mercado financeiro, com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) abrindo um processo para investigar o caso. O ex-diretor, que estava prestes a assumir uma nova posição no Santander, agora enfrenta um cenário complicado, com sua reputação em jogo e a busca por justiça em meio a um embate judicial.

O Itaú reafirma que suas políticas de ética e compliance são robustas e que não houve falhas internas. A defesa de Broedel, por sua vez, continua a trabalhar para contestar as acusações e buscar a reparação financeira que considera devida.

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