- O Brasil se uniu a uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ) que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
- A decisão foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, que também informou a retirada do país da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
- O governo de Israel reagiu, chamando a ação brasileira de “profunda falha moral” e considerando-a imprudente.
- A intervenção do Brasil na CIJ se baseia na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio.
- O governo brasileiro afirmou que não há mais espaço para ambiguidade moral e que a violência contra a população civil na Palestina é recorrente.
O Brasil decidiu se unir a uma ação na Corte Internacional de Justiça (CIJ) que acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza. A medida foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro, que também informou a retirada do país da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). Essa decisão gerou uma forte reação do governo israelense.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a ação do Brasil como uma “profunda falha moral”. O governo israelense afirmou que, em um momento em que Israel luta por sua própria existência, a postura brasileira é “imprudente e vergonhosa”. A declaração foi feita em uma postagem no X, no dia 25 de outubro.
A intervenção formal do Brasil na CIJ está em fase final e se baseia na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. O governo brasileiro justificou sua decisão afirmando que não há mais espaço para “ambiguidade moral nem omissão política”. O ministério destacou que a impunidade compromete a credibilidade do sistema multilateral e que a violência contra a população civil na Palestina é recorrente, abrangendo não apenas a Faixa de Gaza, mas também a Cisjordânia.
Essa nova fase nas relações entre Brasil e Israel reflete um aumento nas tensões diplomáticas, especialmente em um contexto global onde o tratamento da população palestina tem sido amplamente debatido.
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