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Itaú Asset aponta queda nos spreads, mas crédito privado continua atraente

Crédito privado pode se aquecer no segundo semestre, com debêntures atraindo investidores, apesar da incerteza sobre a taxação.

Fayga Czerniakowski Delbem, da Itaú Asset (Foto: Paulo Baretas/Expert XP)
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  • O ambiente econômico atual é caracterizado por uma taxa Selic alta e discussões sobre a taxação de investimentos isentos, como debêntures.
  • Especialistas afirmam que, apesar das incertezas, o segundo semestre de 2023 pode oferecer boas oportunidades em ativos isentos.
  • Uma proposta de 5% de Imposto de Renda sobre rendimentos de ativos isentos está em tramitação no Congresso, mas ainda não foi aprovada.
  • A superintendente da Itaú Asset, Fayga Czerniakowski Delbem, destaca que ainda há valor no crédito privado e a gestão ativa é essencial para identificar oportunidades.
  • Daniela Gamboa, da SulAmérica, e Alexandre Müller, da JGP, ressaltam que o crédito privado indexado ao CDI é atrativo, mas é necessário cautela na escolha de ativos.

Investir em crédito privado em um cenário de Selic alta e possíveis mudanças na taxação de investimentos isentos, como debêntures, apresenta desafios e oportunidades. Especialistas destacam que, apesar das incertezas, o segundo semestre de 2023 pode ser promissor para quem busca ativos isentos.

A proposta de 5% de IR sobre rendimentos de ativos isentos está em tramitação no Congresso, mas ainda não foi aprovada. Essa incerteza já impacta os preços dos ativos, com investidores aumentando suas alocações. Fayga Czerniakowski Delbem, superintendente da Itaú Asset, afirma que ainda há valor nessa classe de ativos. Durante o painel na Expert XP 2025, ela ressaltou a importância de uma gestão ativa para identificar oportunidades em meio a um ambiente de spreads menores.

Oportunidades no Mercado

Daniela Gamboa, head de crédito privado da SulAmérica, analisa que o segundo semestre será uma excelente oportunidade para montar carteiras com opções isentas. As debêntures continuam atraentes, e as empresas que buscam captar recursos poderão se beneficiar do interesse crescente dos investidores. Alexandre Müller, da JGP, destaca que o crédito privado indexado ao CDI é o mais atrativo atualmente, mas alerta para a necessidade de cautela na escolha de ativos.

Os gestores devem evitar empresas com balanços alavancados ou problemas de governança, priorizando investimentos que ofereçam segurança. A gestão ativa se torna essencial para navegar nesse cenário desafiador, onde a identificação de ativos com valor é crucial para garantir bons retornos. A expectativa é que o mercado de crédito privado se aqueça, oferecendo novas oportunidades para investidores atentos.

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