- A participação dos compradores latino-americanos nas aquisições de imóveis nos Estados Unidos caiu para 28% em 2025.
- O declínio é atribuído a novas políticas de imigração e restrições de hipotecas que afetam imigrantes não permanentes, como beneficiários do DACA.
- A National Association of Realtors (NAR) informa que compradores asiáticos lideram o mercado, com 38% das compras, seguidos por canadenses (14%) e europeus (11%).
- As novas regras do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) e da Administração Federal de Habitação (FHA) impõem exigências mais rigorosas para imigrantes, dificultando o acesso ao mercado.
- Apesar da queda na participação dos latino-americanos, as compras de imóveis por estrangeiros aumentaram 33,2%, totalizando US$ 56 bilhões em transações.
Os compradores latino-americanos estão enfrentando uma queda significativa nas aquisições de imóveis nos Estados Unidos, com sua participação reduzida para 28% em 2025. Este declínio é atribuído a novas políticas de imigração e restrições de hipotecas que impactam imigrantes não permanentes, incluindo beneficiários do DACA.
De acordo com a National Association of Realtors (NAR), os compradores asiáticos continuam a liderar o mercado, representando 38% das compras. Os canadenses e europeus seguem com 14% e 11%, respectivamente. José Andrés Rueda, professor da Universidad de América, destaca que as mudanças nas políticas de hipoteca do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) e da Administração Federal de Habitação (FHA) dificultaram o acesso dos latino-americanos ao mercado imobiliário.
Impacto das Novas Políticas
As novas regras, que excluem imigrantes com status não permanente das hipotecas seguradas pela FHA e pelo USDA, impõem exigências mais rigorosas. Isso inclui maiores pagamentos de entrada e pontuações de crédito mais altas, dificultando a compra de imóveis. Rueda observa que essa situação tem desestimulado a participação de cidadãos latino-americanos, especialmente de países como México, Colômbia e Brasil.
Entre abril de 2024 e março de 2025, a contribuição dos mexicanos caiu de 11% para 8%, enquanto os colombianos e brasileiros também registraram quedas, de 4% para 3%. O relatório da NAR revela que o mercado imobiliário dos EUA enfrentou o menor nível de vendas desde 1995, com um aumento nas taxas de juros que desmotivou muitos proprietários a vender.
Cenário Geral do Mercado Imobiliário
Apesar da queda na participação dos latino-americanos, o total de compras de imóveis por estrangeiros aumentou 33,2%, totalizando US$ 56 bilhões em transações. Os compradores estrangeiros adquiriram 78.100 propriedades, marcando um crescimento de 44% em relação ao ano anterior. O preço médio de compra atingiu um recorde de US$ 494.400.
Os compradores que residem nos EUA, incluindo imigrantes recentes, foram responsáveis por 56% das compras, enquanto aqueles que vivem no exterior representaram 44%. O relatório também destaca que os mexicanos continuam a ser os segundos maiores compradores, atrás apenas dos chineses, com uma contribuição de 15% do total.
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