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Latino-americanos diminuem participação na compra de imóveis nos Estados Unidos

A participação dos compradores latino-americanos no mercado imobiliário dos EUA despenca para 28%, impactada por novas restrições de hipoteca.

Residências na região de Miami: Flórida segue como o maior mercado de compradores estrangeiros. (Foto: Marco Bello/Bloomberg)
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  • A participação dos compradores latino-americanos nas aquisições de imóveis nos Estados Unidos caiu para 28% em 2025.
  • O declínio é atribuído a novas políticas de imigração e restrições de hipotecas que afetam imigrantes não permanentes, como beneficiários do DACA.
  • A National Association of Realtors (NAR) informa que compradores asiáticos lideram o mercado, com 38% das compras, seguidos por canadenses (14%) e europeus (11%).
  • As novas regras do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) e da Administração Federal de Habitação (FHA) impõem exigências mais rigorosas para imigrantes, dificultando o acesso ao mercado.
  • Apesar da queda na participação dos latino-americanos, as compras de imóveis por estrangeiros aumentaram 33,2%, totalizando US$ 56 bilhões em transações.

Os compradores latino-americanos estão enfrentando uma queda significativa nas aquisições de imóveis nos Estados Unidos, com sua participação reduzida para 28% em 2025. Este declínio é atribuído a novas políticas de imigração e restrições de hipotecas que impactam imigrantes não permanentes, incluindo beneficiários do DACA.

De acordo com a National Association of Realtors (NAR), os compradores asiáticos continuam a liderar o mercado, representando 38% das compras. Os canadenses e europeus seguem com 14% e 11%, respectivamente. José Andrés Rueda, professor da Universidad de América, destaca que as mudanças nas políticas de hipoteca do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) e da Administração Federal de Habitação (FHA) dificultaram o acesso dos latino-americanos ao mercado imobiliário.

Impacto das Novas Políticas

As novas regras, que excluem imigrantes com status não permanente das hipotecas seguradas pela FHA e pelo USDA, impõem exigências mais rigorosas. Isso inclui maiores pagamentos de entrada e pontuações de crédito mais altas, dificultando a compra de imóveis. Rueda observa que essa situação tem desestimulado a participação de cidadãos latino-americanos, especialmente de países como México, Colômbia e Brasil.

Entre abril de 2024 e março de 2025, a contribuição dos mexicanos caiu de 11% para 8%, enquanto os colombianos e brasileiros também registraram quedas, de 4% para 3%. O relatório da NAR revela que o mercado imobiliário dos EUA enfrentou o menor nível de vendas desde 1995, com um aumento nas taxas de juros que desmotivou muitos proprietários a vender.

Cenário Geral do Mercado Imobiliário

Apesar da queda na participação dos latino-americanos, o total de compras de imóveis por estrangeiros aumentou 33,2%, totalizando US$ 56 bilhões em transações. Os compradores estrangeiros adquiriram 78.100 propriedades, marcando um crescimento de 44% em relação ao ano anterior. O preço médio de compra atingiu um recorde de US$ 494.400.

Os compradores que residem nos EUA, incluindo imigrantes recentes, foram responsáveis por 56% das compras, enquanto aqueles que vivem no exterior representaram 44%. O relatório também destaca que os mexicanos continuam a ser os segundos maiores compradores, atrás apenas dos chineses, com uma contribuição de 15% do total.

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