- A inclusão de mulheres negras no mercado de beleza avançou nos últimos cinco anos.
- A oferta de produtos para cabelos crespos e pele negra aumentou, superando a escassez anterior.
- Movimentos sociais e a demanda por diversidade impulsionaram essa transformação.
- Marcas como Unilever e Grupo Boticário adaptaram suas linhas para atender às necessidades específicas desse público.
- Inovações em pesquisa e desenvolvimento melhoraram a eficácia dos produtos, considerando diferentes tipos de cabelo e tonalidades de pele.
A inclusão de mulheres negras no mercado de beleza tem avançado significativamente nos últimos cinco anos. A escassez de produtos adequados para cabelos crespos e pele negra, que antes limitava as opções, está sendo superada por uma crescente diversidade de ofertas. Essa transformação é impulsionada por movimentos sociais e pela demanda por representatividade.
Representantes de grandes marcas, como Unilever e Grupo Boticário, destacam que essa mudança é resultado de um movimento social liderado por mulheres negras, que agora definem suas preferências em relação a produtos e estilos. O Black Lives Matter, iniciado em 2020, também contribuiu para a aceitação dos cabelos naturais e a transição capilar, refletindo uma mudança global nas tendências de beleza.
A Evolução dos Produtos
Historicamente, marcas como Seda e Dove enfrentaram desafios ao desenvolver produtos para cabelos crespos. Em 1997, a Seda lançou a linha Melanina, mas foi apenas em 2017 que a Seda Boom, focada em curvaturas, trouxe uma gama de cerca de vinte produtos. A evolução é clara: as empresas agora buscam entender as necessidades específicas de suas consumidoras.
O Grupo Boticário, por sua vez, realiza um mapeamento contínuo das características da população brasileira para garantir que suas linhas de produtos atendam a todas as curvaturas de cabelo e tonalidades de pele. Clarice Sasson, diretora de pesquisa e desenvolvimento, enfatiza a importância da co-construção entre marcas e consumidoras.
Inovações e Pesquisa
A pesquisa e desenvolvimento de produtos também evoluíram. Novas tecnologias permitem simular condições como vento e umidade para testar a eficácia dos produtos em diferentes tipos de cabelo. O Grupo L’Oréal, por exemplo, considera o Brasil um laboratório para inovações, com 48% das brasileiras mantendo rotinas de cuidados capilares complexas.
Além disso, a Natura tem investido em produtos que evitam resíduos esbranquiçados em protetores solares, com um índice de concordância superior a 98% entre diferentes tons de pele. Tatiana Ponce, da Natura, destaca que a inclusão é fundamental para atender a uma parcela significativa de seu público.
Essas mudanças no mercado de beleza refletem um compromisso crescente com a diversidade e a inclusão, respondendo às demandas de um público que busca produtos que respeitem e celebrem suas identidades.
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