- A pesquisa Pulso Brasil, divulgada em 25 de julho, mostra que 30% dos brasileiros consideram descabidas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- As medidas incluem o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de comunicação.
- Enquanto 29% avaliam as medidas como adequadas, 25% as consideram leves e 13% as veem como exageradas.
- As restrições foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que citou risco de fuga e possibilidade de obstrução do processo investigativo.
- As investigações apuram a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e a articulação de sanções estrangeiras contra autoridades brasileiras.
A pesquisa Pulso Brasil, divulgada nesta sexta-feira, 25, pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), revela que 30% dos brasileiros consideram descabidas as medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. As restrições incluem o uso de tornozeleira eletrônica e limitações na comunicação.
Por outro lado, 29% da população avaliam as medidas como adequadas. Além disso, 25% dos entrevistados consideram as restrições leves, enquanto 13% as veem como exageradas. O levantamento, que ouviu 2.500 pessoas entre 19 e 22 de julho, possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95,45%.
As medidas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que alegou risco de fuga de Bolsonaro e possibilidade de coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O STF também indicou que o ex-presidente e seu filho, Eduardo Bolsonaro, estariam tentando obstruir o andamento do processo.
Detalhes das Medidas
As restrições incluem recolhimento domiciliar das 19h às 6h em dias úteis e durante todo o final de semana. Além disso, Bolsonaro está proibido de acessar ou divulgar conteúdos em suas redes sociais, bem como de se comunicar com diplomatas ou outros réus e investigados, incluindo seu filho.
O ministro Moraes alertou sobre o risco de prisão caso as medidas sejam descumpridas. As investigações em curso visam apurar a articulação de sanções estrangeiras contra autoridades brasileiras, que teriam como objetivo interferir na ação penal em que Bolsonaro é réu.
Entre na conversa da comunidade