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Golpe global com celular falso pode levar CEO a 100 anos de prisão nos EUA

Olof Kyros Gustafsson admite fraudes e pode pegar até 20 anos de prisão, após enganar consumidores com produtos falsos da marca Escobar.

Telefones Samsung com adesivos dourados (Foto: Divulgação/Escobar Inc.)
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  • Olof Kyros Gustafsson, CEO da Escobar Inc., se declarou culpado de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em tribunal na Califórnia.
  • Ele admitiu ter enganado consumidores com produtos tecnológicos falsos, usando o nome de Pablo Escobar.
  • Gustafsson pode enfrentar até 20 anos de prisão por cada crime de fraude.
  • Entre 2019 e 2023, ele promoveu produtos como smartphones e uma criptomoeda física que nunca foram entregues, causando um prejuízo estimado de pelo menos $ 1,3 milhão.
  • O CEO foi preso em dezembro de 2023 e extraditado para os EUA em março de 2025, concordando em pagar restituições às vítimas.

Olof Kyros Gustafsson, CEO da Escobar Inc., se declarou culpado de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em um tribunal da Califórnia. O sueco, de 32 anos, admitiu envolvimento em um esquema que enganou consumidores com produtos tecnológicos falsos, utilizando o nome de Pablo Escobar. Gustafsson pode enfrentar até 20 anos de prisão por cada crime de fraude.

Entre 2019 e 2023, Gustafsson promoveu produtos como smartphones e até uma “criptomoeda física” que nunca foram entregues. O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) estima que o golpe causou um prejuízo de pelo menos US$ 1,3 milhão. O CEO operava um esquema sofisticado, relançando produtos reais sob a marca “Escobar” a preços muito abaixo do mercado.

Para dar credibilidade ao golpe, ele enviava amostras para influenciadores de tecnologia, como Marques Brownlee, que recebeu um aparelho disfarçado de Samsung Galaxy Fold. Gustafsson utilizou contas bancárias em vários países para movimentar os lucros ilícitos, escondendo a origem dos valores. As investigações começaram em 2020, após Brownlee expor as suspeitas em um vídeo.

Gustafsson foi preso em dezembro de 2023, durante uma operação conjunta entre autoridades espanholas e agentes da Receita Federal dos EUA. Ele foi extraditado para os EUA em março de 2025. Como parte do acordo judicial, ele concordou em pagar até US$ 1,3 milhão em restituições às vítimas e perder valores confiscados de contas ligadas ao esquema.

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