- O açaí, fruto da Amazônia, pode se tornar um item de luxo nos Estados Unidos devido a tarifas de 50% sobre suas importações do Brasil, anunciadas pelo governo de Donald Trump.
- A medida, que entra em vigor em 1º de agosto, pode elevar os preços do açaí, impactando seu consumo em tigelas e smoothies.
- Cooperativas brasileiras, como a Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique e do Beira Amazonas (Amazonbai), já suspenderam exportações, resultando em prejuízos de R$ 337,5 mil.
- Comerciantes americanos temem queda nas vendas, com o preço de uma tigela de açaí podendo subir de US$ 18 para US$ 27.
- O governo brasileiro busca alternativas, incluindo novos mercados na Europa e Ásia, e formou um comitê de negociação liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.
O açaí, fruto da Amazônia, pode se tornar um item de luxo nos Estados Unidos devido à implementação de tarifas de 50% sobre suas importações do Brasil, anunciadas pelo governo de Donald Trump. A partir de 1º de agosto, essa medida pode elevar significativamente os preços, impactando diretamente o consumo da fruta, que é amplamente utilizada em tigelas e smoothies.
As cooperativas brasileiras já estão sentindo os efeitos da decisão. A Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Bailique e do Beira Amazonas (Amazonbai), por exemplo, suspendeu a exportação de 1,5 tonelada de açaí, resultando em um prejuízo estimado de R$ 337,5 mil. O presidente da cooperativa, Amiraldo Picanço, afirmou que a incerteza sobre a aplicação das tarifas levou à decisão de não enviar a carga.
Impacto nas Vendas
Os comerciantes americanos expressaram preocupação com a possível queda nas vendas. Em Nova York, uma tigela de açaí custa entre US$ 13 e US$ 18. Com a nova tarifa, esse valor pode subir para US$ 27. Ashley Ibarra, gerente de uma loja da Playa Bowls, comentou que os consumidores já reclamam dos preços atuais e que um aumento adicional pode tornar o açaí um produto de luxo.
O Brasil, que produziu quase 2 milhões de toneladas de açaí em 2024, é o principal fornecedor para o mercado americano. As exportações brasileiras totalizaram 89 toneladas de purê de açaí, gerando cerca de 500 mil dólares em vendas. A maior parte da produção está concentrada no Pará, que responde por 90% da oferta.
Busca por Novos Mercados
Diante da ameaça de tarifas, o governo brasileiro formou um comitê de negociação liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O objetivo é dialogar com representantes comerciais nos EUA e buscar uma solução diplomática. As cooperativas estão avaliando alternativas, incluindo a busca por novos mercados na Europa e Ásia, onde a demanda por açaí também está crescendo.
O impacto das tarifas não se limita ao açaí. O setor pesqueiro brasileiro, que também depende fortemente das exportações para os EUA, enfrenta desafios semelhantes. O governo está considerando medidas emergenciais para mitigar as perdas econômicas que podem ocorrer devido a essa nova realidade comercial.
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