- O fluxo atual na Bolsa brasileira é composto por 80% de investidores estrangeiros, segundo João Luiz Braga, sócio-fundador da Encore Asset Management.
- Esses investidores estão otimistas com a recente queda dos juros no Brasil e buscam oportunidades em mercados emergentes.
- Braga destacou que o foco de longo prazo desses investidores é um diferencial em relação à visão de curto prazo do mercado local.
- Ele acredita que a confirmação do pico dos juros no Brasil é um sinal positivo para a renda variável, com ações a preços acessíveis.
- Especialistas, como Pablo Spyer, afirmam que o fluxo de investimentos estrangeiros na Bolsa brasileira está apenas começando, impulsionado pela combinação de juros em queda e ações baratas.
João Luiz Braga, sócio-fundador da Encore Asset Management, revelou que 80% do fluxo atual na Bolsa brasileira é de investidores estrangeiros, que estão otimistas com a recente queda dos juros no Brasil. Durante um evento em São Paulo, Braga destacou que, após 17 anos de valorização das ações nos EUA, muitos investidores começaram a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.
O gestor enfatizou que o olhar de longo prazo dos investidores internacionais é um fator crucial. “O gringo está olhando para 3 a 4 anos à frente”, afirmou, referindo-se à percepção de que os juros no Brasil devem continuar a cair nos próximos anos. Essa expectativa contrasta com a visão de curto prazo predominante no mercado local, que se concentra nas decisões imediatas sobre a taxa de juros.
Oportunidades no Brasil
Braga acredita que a recente confirmação de que os juros no Brasil atingiram seu pico é um sinal positivo para a renda variável. “Bolsa se compra quando juros estão altos e não em baixa”, ressaltou. Ele vê um momento favorável para investimentos, com ações a preços acessíveis, atraindo o interesse de investidores estrangeiros.
Pablo Spyer, economista e influenciador, complementou a análise, afirmando que a queda do dólar no Brasil não está relacionada a fatores internos. Ele mencionou que a volatilidade no mercado americano, especialmente durante o governo Trump, influenciou a migração de capital. Spyer também alertou sobre a crise imobiliária na China, que pode impactar o mercado global, especialmente o setor de commodities.
Expectativas Futuras
Os especialistas concordam que o fluxo de investimentos estrangeiros na Bolsa brasileira está apenas começando. Braga expressou otimismo, afirmando que “não me lembro de um momento de otimismo como esse”. A combinação de juros em queda e ações baratas pode posicionar o Brasil como um destino atrativo para investidores que buscam diversificação e oportunidades de longo prazo.
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