- O Brasil reivindica a elevação do Rio Grande na Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2018, buscando reconhecimento da região rica em recursos estratégicos.
- O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou propostas dos Estados Unidos para exploração de terras raras, reafirmando o controle nacional sobre esses recursos.
- A elevação do Rio Grande, com dimensões superiores às da Islândia, pode permitir ao Brasil explorar economicamente a área, que abriga reservas de cobalto, manganês, níquel, telúrio e terras raras.
- Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) realizam expedições na região desde 2015 e uma nova expedição está programada para 2026, com foco na geologia e recursos locais.
- O Brasil deve apresentar evidências científicas para garantir a extensão de sua plataforma continental, comprometendo-se também com a preservação ambiental da região.
Reivindicada pelo Brasil na ONU desde 2018, a elevação do Rio Grande atrai atenção internacional devido à sua riqueza em recursos estratégicos, especialmente terras raras. Localizada a cerca de 1.200 km da costa do Rio Grande do Sul, a região é considerada vital para a transição energética global.
O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rejeitou propostas dos Estados Unidos para exploração das terras raras. Lula enfatizou que “ninguém põe a mão” nas reservas brasileiras, reafirmando a intenção de manter o controle nacional sobre esses recursos. Durante a inauguração de uma usina termelétrica no Porto do Açu, ele questionou a lógica de permitir que outros países explorem minerais críticos do Brasil.
A elevação do Rio Grande possui dimensões superiores às da Islândia e, se reconhecida pela Comissão de Limites da Plataforma Continental da ONU, permitirá ao Brasil explorar economicamente a região. Estudos indicam que a área abriga reservas de cobalto, manganês, níquel, telúrio e terras raras, essenciais para a fabricação de baterias e tecnologias renováveis.
Expedições Científicas
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) têm conduzido expedições à região desde 2015, em colaboração com instituições da Alemanha, Japão e Reino Unido. As investigações revelaram rochas vulcânicas com idades entre 45 e 47 milhões de anos, sugerindo que a ilha esteve acima do nível do mar em períodos passados. Uma nova expedição está programada para 2026, visando aprofundar o conhecimento sobre a geologia e os recursos da elevação.
O Brasil deve apresentar evidências científicas para garantir a extensão de sua plataforma continental, que inclui uma diversidade de formas submarinas, como montes e cânions. Caso o pedido seja aceito, o país terá direitos exclusivos sobre a exploração dos recursos no subsolo marinho, mas também deverá se comprometer com a preservação ambiental da região.
Entre na conversa da comunidade