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Empresários apontam inércia do governo Lula em negociações com Trump

Empresários apontam inércia do governo Lula nas negociações com Trump sobre a tarifa de 50%, com descrença na reversão da punição aos setores afetados

Victor Irajá
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  • Empresários e representantes de setores afetados pela tarifa de 50% imposta por Donald Trump veem o governo Lula como inerte nas negociações com os EUA sobre o tarifaço.
  • Um grupo de trabalho liderado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin não teria alcançado os resultados desejados pelos setores consultados pela CNN.
  • Fontes ouvidas pela CNN relatam descontentamento com a condução das conversas e descrença na capacidade do Executivo de reverter ou mitigar a punição.
  • Um setor afirma que a única esperança de reduzir o impacto surge das negociações entre empresas privadas dos EUA e a gestão de Trump; a influência de senadores é visto como limitada.
  • A possibilidade de um acordo entre Estados Unidos e União Europeia é encarada com lados positivos para o Brasil, enquanto a percepção é de que seria estranho o mundo ser penalizado com tarifas entre 15% e 20% enquanto o Brasil fica com 50%.

Empresários e representantes de setores atingidos pela tarifa de 50% imposta por Donald Trump avaliam a condução do governo Lula como inerte nas negociações com Washington. O grupo de trabalho chefiado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, não teria obtido os resultados esperados.

Fontes ouvidas pela CNN dizem haver descontentamento com a condução das conversas e descrença na capacidade do Executivo de reverter a punição aos setores impactados. A expectativa era de pressões e avanços para mitigar a medida.

Um representante de setor impactado afirma que a única esperança reside nas negociações entre o setor privado dos EUA e a gestão de Trump, que existiriam como caminho para evitar ou reduzir o efeito da tarifa a partir de 1º de agosto.

Segundo o interlocutor, ainda há a percepção de que caminhos podem aparecer, mas o sucesso dependeria mais da sorte do que da atuação do Senado, que seria pouco proativo nesse tema.

O cenário internacional é visto com cautela. O aceno a um possível acordo entre EUA e União Europeia é citado como potencial referência para as negociações brasileiras.

Contexto e expectativas

A ideia de que o acordo EUA-UE possa influenciar positivamente o debate no Brasil é mencionada por fontes do setor. A percepção é de que, sem solução rápida, o Brasil ficaria isolado diante das tarifas de 50%.

O tom geral é de alerta entre empresários sobre impactos setoriais. O debate público sobre alternativas diplomáticas e comerciais continua em curso, com foco em evitar danos adicionais à indústria nacional.

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