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Haddad defende diálogo multilateral em relação à ação dos EUA sobre tarifas

Brasil mantém negociações sobre tarifas com os EUA, enquanto Haddad anuncia plano de contingenciamento para mitigar impactos econômicos.

Ninguém põe a mão: os esforços do Brasil para reconhecimento de ilha rica em terras raras (Foto: Reprodução)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil não desistirá das negociações com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais.
  • O vice-presidente, Geraldo Alckmin, lidera o processo, com apoio de diversos ministérios.
  • Um plano de contingenciamento será anunciado após ações do governo de Donald Trump, que podem impactar o PIB e a inflação do Brasil.
  • A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que tarifas podem reduzir o PIB global em até 1% e aumentar a inflação nas economias avançadas em até 0,5 ponto percentual até 2026.
  • O governo brasileiro se prepara para proteger empresas e trabalhadores, mantendo um diálogo respeitoso com os EUA.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta segunda-feira, 28, que o Brasil não abandonará as negociações com os Estados Unidos sobre tarifas comerciais. Em conversa com jornalistas, Haddad destacou que o foco continua sendo o diálogo, com o vice-presidente Geraldo Alckmin liderando o processo, apoiado por diversos ministérios.

O ministro mencionou que um plano de contingenciamento será revelado após a ação do governo de Donald Trump, que pode ter impactos significativos no PIB e na inflação do Brasil. Haddad enfatizou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está ciente dos cenários elaborados pelos ministérios envolvidos, incluindo Indústria e Relações Exteriores.

Impactos Econômicos

Estudos de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) indicam que as tarifas podem reduzir entre 0,4% e 1% do PIB global em 2025 e 2026. Além disso, a OCDE estima que as tarifas podem aumentar a inflação nas economias avançadas em até 0,5 ponto percentual até 2026.

No Brasil, que exportou US$ 40,9 bilhões para os EUA em 2024, o impacto atual de uma tarifa de 10% é considerado limitado, com uma redução de apenas 0,05% no PIB. Contudo, se a tarifa de 50% for implementada, o PIB brasileiro poderá cair 0,41% no primeiro ano, afetando severamente as exportações do agronegócio, especialmente café, suco de laranja e carnes.

Preparativos do Governo

Haddad também mencionou que o governo está se preparando para enfrentar essa situação adversa, buscando proteger empresas e trabalhadores. O ministro ressaltou a importância de um diálogo respeitoso com os EUA, enquanto aguarda uma resposta sobre as cartas enviadas pelo Brasil, que abordam pontos de negociação. A expectativa é que as conversas sejam bem preparadas para beneficiar ambos os países.

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