- A última semana de julho será crucial para o mercado financeiro, com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para terça-feira, 29, onde a taxa Selic deve ser mantida em 15% ao ano.
- Os Estados Unidos podem impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, com prazo para negociações até 1º de agosto, gerando incerteza e volatilidade, especialmente em setores como siderurgia e agronegócio.
- O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, alerta que o Brasil pode ser severamente afetado e o governo está preparando um plano emergencial com mais de 30 medidas para apoiar o setor exportador.
- A divulgação de resultados corporativos de grandes empresas, como Ambev e Vale, também pode impactar o desempenho da bolsa, que atualmente está em torno de 133 mil pontos.
- A pressão sobre o real é uma preocupação, com a indefinição tarifária podendo afetar a moeda brasileira, enquanto o mercado aguarda dados econômicos, como taxa de desemprego e produção industrial.
A última semana de julho promete ser decisiva para o mercado financeiro, com a Super Quarta se aproximando. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá na terça-feira, 29, para discutir a taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano. A expectativa é de que a taxa seja mantida, conforme sinalizações anteriores.
Enquanto isso, os Estados Unidos podem impor tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, com o prazo para negociações se encerrando em 1º de agosto. Essa incerteza gera volatilidade no mercado, especialmente em setores expostos, como siderurgia e agronegócio. O head de tesouraria do C6 Bank destaca que a semana será marcada por oscilações significativas.
Os analistas do Itaú e do Bradesco concordam que a Selic deve permanecer em 15%, citando a necessidade de cautela diante da incerteza global. O Itaú ressalta que, apesar das projeções de inflação acima da meta, os efeitos da política monetária ainda estão em curso. A decisão do Federal Reserve (Fed) também é aguardada, com expectativa de manutenção da taxa entre 4,25% e 4,5%.
Impactos das Tarifas
A possibilidade de um “tarifaço” norte-americano sem acordo comercial à vista levanta preocupações. O economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, afirma que o Brasil pode ser um dos países mais afetados. O governo brasileiro está elaborando um plano emergencial com mais de 30 medidas para mitigar os impactos, incluindo apoio ao setor exportador.
Além disso, a semana será marcada pela divulgação de resultados corporativos de grandes empresas, como Ambev e Vale, que podem influenciar o desempenho da bolsa. O Ibovespa, que começou o ano em 120 mil pontos, atualmente orbita em torno de 133 mil pontos, distante da meta de 150 mil pontos para 2025.
A pressão sobre o real também é uma preocupação, com a indefinição tarifária podendo impactar a moeda brasileira. O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, destaca que o real é um ativo de risco e pode sofrer com a crise comercial. A atenção do mercado estará voltada para os dados econômicos que serão divulgados, incluindo a taxa de desemprego e a produção industrial.
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